
Com a implantação do programa, Gurupi se torna referência no tratamento de feridas crônicas. O modelo já despertou o interesse de outros municípios, como Palmas, que pretende adotá-lo como projeto piloto.
Por Josy Rodrigues Donato/Ascom Semus Gurupi
Foto: Divulgação/Ascom Semus
Para aprimorar ainda mais os serviços na rede de Atenção Básica de Gurupi, a Prefeitura de Gurupi, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, está implantando o Programa de Curativos Especializados, uma iniciativa inovadora que visa oferecer atendimento qualificado e humanizado para pacientes com lesões crônicas.
O lançamento ocorreu nesta sexta-feira, 25, com a capacitação de profissionais da Atenção Básica e da equipe de Serviços de Atendimento Domiciliar (SAD), realizada no campus II da UnirG. O programa já começa a operar a partir da próxima segunda-feira (28), com o início dos cadastros dos pacientes nas unidades.
Profissionais da rede são capacitados para atendimento especializado
O treinamento foi direcionado aos coordenadores, médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, preceptores e residentes da Atenção Básica, além das equipes do CAPS e do SAD, que agora estarão aptos a aplicar o novo protocolo criado no município para esse serviço especializado.
A presidente da Comissão de Curativos Especializados, Christiane de Paula, explicou que o projeto atenderá pacientes já acompanhados pela rede, especialmente acamados, cadeirantes e pessoas com diabetes, que apresentam lesões crônicas de difícil cicatrização – aquelas que não respondem aos curativos convencionais fornecidos pelo SUS. Para isso, foi criado um protocolo municipal que define os critérios de inclusão, entre eles, o tempo mínimo de um ano de permanência da ferida.
“A capacitação prepara as equipes para avaliar corretamente as lesões crônicas, identificar quem se enquadra nos critérios do projeto e aplicar os curativos especializados, algo inédito no município. Outros locais, como Palmas, já observam nosso projeto como piloto e aguardam os resultados para replicar. A expectativa é que, com o uso adequado, muitas lesões sejam resolvidas em até três meses”, explicou Christiane.
Tecnologia e cuidado humanizado para acelerar a cicatrização
Asecretária de Saúde, Luana Nunes, destacou a relevância da ação. “Esse projeto foi pensado para cuidar melhor das pessoas que enfrentam feridas difíceis, como os pacientes com diabetes ou que estão acamados e sofrem com úlceras. Nosso objetivo é garantir não só uma equipe preparada, mas também oferecer os medicamentos e toda a estrutura necessária para que esses pacientes tenham mais qualidade de vida e um tratamento digno”, explicou.
A capacitação foi conduzida pela enfermeira estomaterapeuta Bianca Andriolli Pereira, que abordou a importância do projeto e apresentou os materiais tecnológicos que serão utilizados nos tratamentos, como hidrofibra, hidrogel e soluções antissépticas. “Um dos grandes desafios da saúde pública é o tratamento das feridas crônicas. Ofertar esse tipo de cuidado vai além da cicatrização: é proporcionar dignidade e bem-estar ao paciente”, ressaltou a enfermeira.
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