
Durante a sessão ordinária desta terça-feira (22), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) lamentou profundamente a morte do Papa Francisco, ocorrida ontem. Em um discurso emocionado, o parlamentar destacou o legado transformador do pontífice, que, segundo ele, promoveu uma revolução silenciosa dentro da Igreja Católica, aproximando-a dos mais pobres e excluídos.
O deputado relembrou o processo de escolha de Francisco, marcado pela humildade do então cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, que pediu para não ser votado no conclave. Mesmo assim, foi eleito Papa e, já nos primeiros gestos, mostrou que daria um novo rumo à Igreja. “Nunca antes tivemos um Papa tão próximo da humanidade, que fez da sua missão uma opção preferencial pelos pobres, pelos povos da floresta, pelos marginalizados e pela natureza”, afirmou.
Edvaldo ressaltou ainda, que o Papa Francisco rompeu com uma tradição conservadora, abrindo espaço para o diálogo com setores historicamente excluídos da Igreja. “Ele respondeu a um repórter, sobre os homossexuais, com a frase que correu o mundo: ‘Quem sou eu para julgá-lo?’. Com isso, mostrou que havia espaço na Igreja para todos e que Deus perdoaria a todos, como sempre fez”, destacou.
O parlamentar também criticou os que o rotulavam por defender os mais pobres. “Eu pratico o evangelho de Jesus Cristo. E quando digo que é para proteger os pobres, alguns me chamam de comunista”, comentou.
Magalhães também recordou com carinho a primeira visita de Francisco ao Brasil, durante a Jornada Mundial da Juventude, e sua capacidade de equilibrar fé e leveza. “Ele brincava dizendo que, se Deus é brasileiro, o Papa era argentino. Somos irmãos. Francisco deixa um vazio na liderança da Igreja, mas também um legado imenso de fé, inclusão e justiça social que jamais será esquecido”, finalizou.
Ainda durante seu pronunciamento, Edvaldo Magalhães trouxe à tribuna uma preocupação com o concurso público da Educação no Acre, que, segundo ele, deverá gerar debates intensos nos próximos dias.
O parlamentar criticou a ausência de critérios objetivos na etapa de avaliação das videoaulas dos candidatos. “Quem for julgar uma videoaula precisa ter critérios claros para dizer se ela está adequada ou não. Isso não existe no edital. Haverá uma lista com as notas, mas o resultado será fruto de uma análise subjetiva”, alertou.
Ele também mencionou candidatos que enfrentaram dificuldades técnicas para postar seus vídeos na plataforma, tendo que recorrer ao YouTube. “Esse processo, da forma como está, já começou a ser questionado e, se continuar assim, comprometerá a lisura do certame”, concluiu.
Texto: Andressa Oliveira
Foto: Sérgio Vale
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