
A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual da Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), promoveu o Encontro Estadual de Coordenadores de Vigilância Epidemiológica e da Atenção Primária à Saúde, com ênfase em testagem rápida para HIV, sífilis e hepatites B e C. A iniciativa realizada nas últimas segunda e terça-feira, 14 e 15 de abril, teve como objetivo capacitar os coordenadores de Atenção Primária à Saúde (APS) e Vigilância Epidemiológica (VE) que atuam nos 74 municípios sergipanos, com exceção de Aracaju, que já realiza ações diretamente com o Ministério da Saúde.
A atividade reforça a integração entre as áreas da Vigilância Epidemiológica e da Atenção Primária à Saúde, ampliando a cobertura e a efetividade da testagem rápida no estado. O evento foi dividido por regiões de saúde: no primeiro dia, participaram as regiões de Nossa Senhora do Socorro, Estância, Lagarto e Aracaju; enquanto Nossa Senhora da Glória, Itabaiana e Propriá participaram da segunda etapa do encontro.
Segundo a gerente de Doenças Transmissíveis da SES, Gisa Ávila, a ação busca qualificar os coordenadores municipais, para que eles se tornem multiplicadores das boas práticas de testagem nas unidades básicas de saúde. “Queremos garantir a execução correta da testagem rápida e reforçar estratégias de busca ativa da população mais vulnerável. Esse é um passo importante para o diagnóstico precoce e a redução dos agravos causados por tais infecções”, afirmou.
De acordo com a responsável técnica pela área de testagem rápida, Kátia Marília, a capacitação também tem como foco corrigir falhas na execução dos testes e melhorar a vigilância nos municípios. “Temos muitos diagnósticos que não chegam às nossas referências por falhas na realização dos testes. Com o encontro, fortalecemos as estratégias para que mais pessoas sejam diagnosticadas e tratadas sem erros”, destacou.
A enfermeira e coordenadora da Vigilância Epidemiológica do município de Estância, Ana Flávia, avaliou que a iniciativa fortalece os fluxos de atendimento entre município e Estado. “Revisitar os processos é essencial para garantir a segurança na abordagem ao paciente e assegurar um diagnóstico adequado, com alinhamento ao que é preconizado pelo Ministério da Saúde. Isso melhora a assistência e permite replicar corretamente as informações aos profissionais da ponta”, explicou.





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