Sábado, 08 de Agosto de 2026
24°

Tempo limpo

Salvador, BA

Geral SAÚDE

Hospitais estaduais têm certificação internacional por uso de energia renovável

Chancela reconhece o compromisso das unidades com o meio ambiente

24/03/2025 às 21h46
Por: Redação Fonte: Secom Pará
Compartilhe:
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Seis hospitais públicos do governo do Pará, gerenciados pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), em parceria com a Secretaria de Saúde do Pará (Sespa), que aderiram às novas fontes energéticas, receberam a certificação internacional Renewable Energy Certificate I-REC (de energia renovável), que atesta a origem da energia limpa, também conhecida como Energia Verde. A inovação tecnológica e sustentável já garantiu redução de gastos com energia superior a 30%.

Entre as instituições estão o Hospital Jean Bitar (HJB), em Belém; o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua; o Hospital Regional Público do Marajó (HRPM), em Breves; o Hospital Regional Público dos Caetés (HRPC), em Capanema; o Hospital Geral de Tailândia (HGT); e o Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR), na capital paraense. A iniciativa reforça o compromisso dessas unidades com a sustentabilidade e a responsabilidade ambiental.

Na prática, a mudança representa maior economia de recursos, que serão revertidos aos cuidados com os usuários. O investimento em sustentabilidade integra a estratégia do governo do Estado em promover soluções inovadoras nas unidades hospitalares, a partir de práticas que aliam modernização, economia e responsabilidade ambiental.

Continua após a publicidade

“A certificação internacional desses hospitais reafirma o compromisso do Governo do Pará com a sustentabilidade e a modernização da saúde pública. Investir em energia limpa não é apenas uma questão ambiental, mas também uma estratégia eficiente para otimizar recursos e melhorar a assistência oferecida à população. Com a economia gerada, podemos direcionar mais investimentos para aprimorar os serviços hospitalares e ampliar o acesso da população a um atendimento de qualidade”, disse a secretária estadual de Saúde, Ivete Vaz.

HRPC- Desde a migração para uma nova fonte de energia, a unidade registrou 33,83% de economia, atendendo à média de economia prevista em contrato.

Continua após a publicidade

Aprovação- Usuária da unidade hospitalar, Soraia Roberta Gonçalves , 46 anos, moradora de Santa Luzia do Pará, nordeste paraense, que aguardava uma consulta com o nefrologista, destacou a importância da certificação "Energia Verde” do hospital . "Fiquei feliz em saber que o hospital está usando energia renovável. Isso mostra um cuidado não só com os pacientes, mas também com o meio ambiente. É bom saber que um lugar que cuida da nossa saúde também se preocupa em fazer isso de forma sustentável".

HRPM- O Hospital Regional do Marajó também constata a redução de 30% nos gastos com energia, que serão investidos na melhoria contínua da assistência oferecida aos usuários do SUS na área de abrangência do 8º Centro Regional de Saúde (8º CRS).

Continua após a publicidade

Aprovação- O autônomo, Nilson da Gama Ataíde, de 30 anos, que acompanha seu pai durante a internação no Regional do Marajó, ressaltou que já conhecia algumas iniciativas sustentáveis do HRPM, durante sua estadia na unidade acompanhando meu pai, e conhecemos melhor o hospital e o sistema de saúde.

No entanto, admitiu que desconhecia o fato do hospital utilizar fontes renováveis de energia. “Qualquer forma de energia que não prejudique o planeta é essencial. É uma ação muito positiva, que pode influenciar outras instituições a buscarem essa alternativa sustentável. Sem dúvida, toda iniciativa que beneficia o meio ambiente e educa as pessoas sobre boas práticas ambientais é muito válida”, finalizou ao parabenizar a gestão do Regional do Marajó..

HGT- Ao adotar as novas fontes de energia, a unidade obteve uma economia de aproximadamente 27% nas contas de energia elétrica.

HMUE- A gestão do Hospital também já confirma a economia no custeio, com redução de 39%. Além de ser menos poluente, a adoção de um sistema com energia solar, eólica e hidrelétrica ratifica a gestão de excelência no atendimento de saúde pública e o compromisso de garantir segurança sustentável.

HJB- A transição da fonte energética reduziu custos e já obteve redução de 39%. Entre as demais vantagens estão a diminuição da emissão de dióxido de carbono, importante para o enfrentamento do aquecimento global; diminuição do impacto ambiental, entre outros benefícios.

CIIR - O Centro também aderiu ao processo de migração de energia e já economizou 39% no custo. O benefício financeiro é associado à melhoria da qualidade de vida, considerando que evitar a queima de combustíveis fósseis não gera gases poluentes ou resíduos prejudiciais à saúde, e auxilia na preservação do meio ambiente.

Reconhecimento - Para o diretor Operacional do INDSH, José Neto, a certificação atesta que a energia contratada é de origem limpa e renovável, contribuindo para a redução das emissões de gases de efeito estufa e minimizando os impactos das mudanças climáticas, principais temáticas da COP 30, que será realizada em novembro deste ano em Belém.

“É uma grande honra, uma satisfação imensa receber a notícia de que todas as unidades do Governo, administradas pelo INDSH no Pará receberam o Certificado de Energia Renovável. Essa tecnologia sustentável é um avanço significativo para a gestão pública. Ao adotar energia limpa, estamos não apenas economizando recursos financeiros, mas sobretudo, preservando o meio ambiente e promovendo um futuro mais saudável para as próximas gerações”, destaca o gestor.

O gestor ressalta ainda que a economia gerada com a redução do gasto com energia elétrica retorna em melhorias para os serviços públicos de saúde, beneficiando diretamente os usuários dos serviços dessas unidades hospitalares. Essa é uma ação que une sustentabilidade e eficiência, fortalecendo a saúde pública do Pará”, conclui José Neto.

Texto de Vera Rojas

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários