
Na sessão desta terça-feira (18), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) fez um discurso em defesa dos produtores da agricultura familiar, que enfrentam graves dificuldades para escoar suas produções de maracujá e acerola. O parlamentar também saudou os agricultores que lotaram as galerias do parlamento acreano em busca de apoio e mediação para solucionar o problema.
Segundo o oposicionista, a situação dos produtores é alarmante. Com as câmaras frias lotadas e sem novos pedidos de entrega, eles estão sendo forçados a descartar a produção, enquanto poderiam abastecer as escolas estaduais com merenda escolar. “Os recursos para a merenda escolar existem. O ano passado foi um vexame. As cooperativas entregaram os produtos, mas os pagamentos atrasaram mais de oito meses. Agora, sem novos pedidos, os produtores estão jogando literalmente no lixo o resultado do seu trabalho”, denunciou.
Edvaldo Magalhães destacou ainda que a Aleac mediou reuniões ao longo do ano passado para resolver os atrasos nos pagamentos e que, após as entregas serem suspensas, os produtores passaram a sofrer retaliações. Ele também apontou que, no segundo semestre de 2024, apenas um pedido de entrega foi realizado, agravando ainda mais a crise no setor.
Diante da urgência do problema, o parlamentar fez um apelo ao presidente em exercício da sessão, deputado Pedro Longo (PDT), que também preside a Frente Parlamentar de Apoio ao Cooperativismo, e ao vice-líder do governo na Aleac, deputado Eduardo Ribeiro (PSD), para que recebessem os produtores no plenário após a sessão. “Eles vieram de longe. Podemos escutá-los e, a partir disso, convidar os responsáveis pelos setores para encontrar uma solução rápida. O que não pode acontecer é jogar comida fora enquanto as crianças precisam dessa alimentação”, cobrou.
Além dos produtores rurais, Edvaldo Magalhães também defendeu os policiais penais que protestavam na Assembleia Legislativa contra a suspensão do direito à redução de jornada para pais de filhos com deficiência. O parlamentar classificou a medida como “excludente, esdrúxula e insensível” e pediu que o governo do Estado encaminhe um projeto de lei para regularizar a situação. “Se há alguma ilegalidade, manda o projeto para cá que a gente vota em menos de cinco minutos”, afirmou.
O discurso do deputado reforçou a necessidade de uma resposta imediata do governo para evitar mais prejuízos aos trabalhadores. “Nossa obrigação como parlamento é mediar e fazer com que uma decisão seja tomada o quanto antes”, concluiu.
Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac
Foto: Sérgio Vale
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