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“Imoralidade”, diz Marta Rodrigues sobre resultado de licitação da orla.

“A prefeitura publicou a decisão na boca do Carnaval pra que as pessoas não percebessem tamanha imoralidade“, disse.

26/02/2025 às 18h52
Por: Fábio Costa Pinto Fonte: Assessoria / Hieros Vasconcelos
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Foto: Divulgação / Ascom - CMS
Foto: Divulgação / Ascom - CMS

A vereadora Marta Rodrigues (PT) disse, nesta quarta-feira (26), que o prefeito mais uma vez agiu de forma sorrateira ao aproveitar a distração da população com o carnaval para publicar no Diário Oficial o resultado da licitação da nova orla de Salvador, que contemplou apenas uma empresa para administrar com exclusividade 34 quiosques e 70 tendas por 30 anos. 

A petista criticou, ainda, o fato da empresa vencedora Orla Villa Lobos Administração de Mobiliário Urbano Ltda, fazer parte do mesmo grupo econômico que fez os estudos para montar os quiosques na orla da cidade, que é a OrlaBR Participações.

“A prefeitura publicou a decisão na boca do Carnaval pra que as pessoas não percebessem tamanha imoralidade", disse. 

Segundo ela,  já não bastasse a falta de transparência, a ausência de participação pública e o abandono dos antigos permissionários e trabalhadores da Orla nesse processo, o prefeito usou a gestão pública para beneficiar duas empresas sócias. 

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“Ele deu a vitória para uma empresa que é sócia da que projetou o modelo de negócios dos quiosques. Ou seja, se já sabiamos que não existiu uma concorrência saudável, uma vez que a licitação era pra contemplar somente uma empresa, agora tudo indica que o processo foi um grande acordo para beneficiar os interesses dos prefeitos e do mesmo grupo de empresários amigos dele”, disse a petista. 

Para Marta, a situação escancara a falta de compromisso da prefeitura de Salvador com a população e com a participação popular, mas também com a administração da cidade, com o bem público e com a idoneidade, requisito fundamental nas licitações públicas. 

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“É um grande absurdo tudo isso que estamos assistindo. Iremos, na Câmara, pra cima disso, pois o prefeito deixou centenas de trabalhadores e permissionarios de lado pra favorecer uma sociedade, sem que sequer os critérios da licitação fossem esclarecidos. Todo o processo foi muito nebuloso e não houve uma consulta pública decente.  Isso para a gente é muito grave, pois mais uma vez mostra a forma autoritária que o prefeito vem tomando as decisões sem ouvir a casa", disparou a vereadora.

 

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