
FOTO: Evandro Seixas e Divulgação/ SES-AM
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) promove, este mês, uma programação especial relacionada à campanha “Janeiro Branco”, a fim de orientar a população sobre os cuidados com a saúde mental. As atividades incluem palestras, rodas de conversas e até seminários sobre o assunto, nas unidades da rede estadual de saúde. O tema central é “O que fazer pela saúde mental agora e sempre?”.
A secretária de Estado de Saúde, Nayara Maksoud, explica que a campanha tem o propósito não só de chamar a atenção das pessoas para os cuidados com a saúde mental e emocional, mas para a promoção de qualidade de vida e bem-estar social. “Em um mundo cada vez mais agitado, é necessário falar sobre saúde mental, para evitar o adoecimento. Mudar alguns hábitos, praticar atividades e conversar com as pessoas, são atitudes simples que podem melhorar a qualidade de vida”, afirma Nayara Maksoud.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), apontam que o Brasil é o país com maior número de pessoas ansiosas no mundo, com mais de 18 milhões de pessoas nessa condição (9,3% da população). Ansiedade, depressão e dependência de álcool são os transtornos mentais mais frequentes.
Dentro da programação do “Janeiro Branco” da SES-AM, o Centro de Atenção Psicossocial Silvério Tundis (Caps), no bairro Santa Etelvina, na zona norte de Manaus, tem realizado palestras diariamente, voltadas tanto para a comunidade, quanto para os servidores. No dia 24 de janeiro, será realizada uma atividade de acolhimento e promoção de saúde mental na unidade.
E no dia 28 de janeiro, o Caps vai promover a ação “Janeiro Branco: Cuidando da Saúde, de janeiro a janeiro!”, no Lar Rosa Blaya, que é o serviço residencial terapêutico do Governo do Amazonas, voltado à pessoas oriundas de longos períodos de internação em hospitais psiquiátricos.


“Nesse dia, vamos proporcionar um momento de acolhimento, com atividades relacionadas à promoção da saúde mental, considerando que cada grupo de pessoas tem necessidades específicas. Por isso, vamos ter ações tanto voltadas aos pacientes, como aos moradores do Lar Rosa Blaya e para os nossos servidores”, destaca a gerente do Caps Silvério Tundis, Mellyna Garcia.
Palestras, rodas de conversas e orientações sobre a campanha também estão sendo realizadas nos Centros de Atenção Integral à Criança (Caics) Afrânio Soares, no Parque Dez, zona centro-sul; Alberto Carreiro, Compensa, na zona oeste; Moura Tapajós, no Monte das Oliveiras, zona norte; Ana Maria Braga, no São José, zona leste; Maria Helena Góes, no Terra Nova, na zona norte; e Josephina de Mello, no bairro Colônia Oliveira Machado, zona sul. Além disso, nos Centros de Atenção Integral à Melhor Idade (Caimis) Ada Viana, Compensa 2, na zona oeste, e Caimi André Araújo, Cidade Nova, zona norte.
No dia 23 de janeiro, às 14h, no Auditório da Escola Superior de Ciências da Saúde da Universidade do Estado do Amazonas (ESA-UEA), no bairro Cachoeirinha, zona sul, a Gerência da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) irá promover o evento “Diálogo inter-redes: Sofrimento Mental na População Trans: A Questão da Invisibilidade”. O objetivo é estimular o diálogo sobre saúde mental, bem-estar, visibilidade e respeito.
O evento é destinado ao público em geral, trabalhadores e gestores do SUS, docentes e discentes da área de saúde. “Falar de saúde mental e emocional é muito mais que tratar doenças, é falar sobre prevenção, cuidados e promoção de qualidade de vida e bem-estar”, enfatiza a gerente da Rede de Atenção Psicossocial da SES-AM, Diana Oliveira.
Rede de atenção
O Amazonas tem uma rede de serviços de assistência biopsicossocial, nas Unidades Básicas de Saúde, Policlínicas e nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).
O atendimento nos CAPS destina-se às pessoas com sofrimento mental grave, severo e persistente, atuando como retaguarda da Atenção Primária em Saúde (APS) e dando suporte a esta nos casos complexos identificados. “Os CAPS realizam um acompanhamento com foco na reabilitação biopsicossocial e no fortalecimento da autonomia do indivíduo”, ressalta Diana Oliveira.
Neste caso, o atendimento se dá por demanda espontânea ou por encaminhamento, onde são identificadas as principais demandas e se o caso tem’’’ perfil com necessidade de acompanhamento em CAPS. Caso contrário, o paciente é encaminhado para o serviço que melhor poderá assisti-lo.
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