
A Escola de Ensino Médio em Tempo Integral (EEMTI) Joaquim Rodrigues de Lima, de Quixeré, foi reconhecida com o “Selo ODS Educação”, por ter desenvolvido ações que contribuem com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A certificação é concedida a instituições de ensino públicas e privadas que estimulam iniciativas para o alcance das metas da Agenda 2030, especialmente o ODS-4: Educação de Qualidade. A premiação é realizada pelo Instituto Selo Social, em parceria com os projetos GT Agenda 2030 e UnB 2030. A cerimônia nacional de certificação será realizada no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, no dia 20 de março de 2025. Ao todo, 74 instituições de todo o Brasil serão condecoradas.
A EEMTI Joaquim Rodrigues já havia conquistado o 2º lugar no Selo Escola Sustentável 2024, promovido pela Secretaria da Educação (Seduc), em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima (Sema).

A professora Ana Kaline de Lima, que leciona o componente de Biologia, ficou à frente do processo de implementação da cultura de sustentabilidade na unidade de ensino. De acordo com a educadora, para conquistar o reconhecimento nacional foi preciso realizar ações sociais com efeitos internos e externos, além de promover eventos educativos voltados aos ODS. Conforme Kaline, a agenda foi planejada e realizada de forma colaborativa com a comunidade escolar.
“A escola destacou-se com dois grandes projetos. O primeiro, ‘Gincana Sustentável: Juventude pelo Clima’, promoveu atividades como o plantio de árvores nativas, campanhas de mobilidade sustentável, mutirões de limpeza, desfile de trajes sustentáveis, produção de materiais audiovisuais sobre violência, além de atividades que incentivaram o consumo consciente e a responsabilidade social. Já o segundo projeto, ‘JRL verde: promovendo a educação para a sustentabilidade’, incluiu iniciativas como a criação de um bicicletário, revitalização de espaços para acessibilidade, implantação da coleta seletiva, construção de reservatório para captação de água da chuva, uso de energia solar, promoção e cuidado dos espaços verdes e campanhas educativas de bem estar animal, além de projetos científicos, aulas de campo e oficinas”, exemplifica.

Kaline entende que os selos conquistados, tanto em nível estadual como nacional, reforçam o compromisso da escola em integrar a comunidade em projetos inovadores, que fazem da educação uma força transformadora para a construção de um futuro mais justo, inclusivo e sustentável.
“A adoção de práticas sustentáveis em uma escola pública é essencial para formar cidadãos conscientes e comprometidos com a preservação ambiental e a justiça social. Essas iniciativas fortalecem a educação integral, promovem um ambiente escolar mais inclusivo e estimulam o senso de responsabilidade coletiva entre alunos, professores e a comunidade. No dia a dia da escola, essa filosofia transforma a relação com os recursos naturais e as pessoas, promovendo valores como cidadania, empatia e cuidado com o meio ambiente. Além disso, o exemplo prático dessas ações é fundamental para engajar a comunidade escolar e formar novas gerações mais conscientes e preparadas para enfrentar desafios globais relacionados à sustentabilidade”, ressalta.

A professora observa que os jovens dedicam-se com entusiasmo às atividades práticas, como plantio de árvores, mutirões de limpeza, campanhas de arrecadação e produção de materiais artísticos e audiovisuais.
“Os alunos mostraram-se altamente receptivos e engajados com a causa. Eles participaram ativamente de todas as iniciativas propostas, desde o planejamento até a execução. O grêmio estudantil, por exemplo, foi responsável por propor o projeto Gincana Sustentável, que mobilizou toda a escola”, explica.

De acordo com Kaline, o processo iniciou-se com um planejamento no começo do ano letivo. Foram feitas reuniões entre a gestão, os professores, Agentes Jovens Ambientais e grêmio estudantil, para delimitação e escolha das prioridades e ações para o ano.
As tarefas foram organizadas por segmentos da escola. As atividades ligadas ao currículo ficaram a cargo dos coletivos pedagógicos (Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Matemática e Linguagens), sob a responsabilidade dos professores, de acordo com seus projetos de interesse. A gestão ficou com atribuições como alterações no espaço físico, implementação da coleta seletiva, estratégias de redução no consumo de recursos e fomento à educomunicação sustentável.

Quanto ao movimento promovido pelo Selo Escola Sustentável, a professora classifica como fundamental para fomentar o compromisso da escola no enfrentamento aos desafios globais, preservação ambiental e cuidado com as pessoas. “A iniciativa regula, registra e valoriza atividades que muitas vezes já são realizadas pelas escolas, mas que agora ganham maior visibilidade e direcionamento estratégico. Isso incentiva as instituições a avaliarem o impacto de suas ações, promovendo uma cultura sustentável mais consciente e planejada”, frisa.
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