
Reconhecida como a maior ilha fluvial do planeta e lar de diversos povos indígenas, a Ilha do Bananal não é, de fato, conhecida pelos viajantes brasileiros e internacionais. Mas esta realidade tem mudando nos últimos anos, graças ao turismo. Prova disso foram os resultados de um projeto apresentado nessa terça, 17, ao secretário do Turismo do Estado, Hercy Filho, e a secretária executiva da Pasta dos Povos Originários e Tradicionais, Cristiane Freitas.
Os gestores receberam representantes das etnias Karajá, Javaé, Canela e Avá-Canoeiro para discutir os avanços e perspectivas do etnoturismo na Ilha do Bananal. Projeto foi iniciado há cerca de 3 anos, envolvendo parcerias públicas e privadas. Entre elas, a passagem do Rally Sertões em 2022 pela região, uma ação promovida pelo Governo do Tocantins, que envolveu diversas aldeias.
Entre as conquistas destacadas estão a criação de agências de turismo local e a realização de cursos de capacitação em diversas áreas. Essas iniciativas fortalecem a estrutura para que as operações de etnoturismo na Ilha tenham início já no próximo ano. Na ocasião, Hercy Filho, em nome do governador Wanderlei Barbosa, garantiu total apoio do Governo do Tocantins a esse projeto inovador. “Já temos projetos de infraestrutura que irão melhorar o acesso à Ilha do Bananal, bem como da expansão da internet e a divulgação. Estamos prontos para levar representantes indígenas para as feiras nacionais e internacionais, para apresentarem estes produtos magníficos, com a cultura indígena tocantinense e a pesca esportiva na Ilha do Bananal”, pontuou Hercy Filho.
“As dificuldades que vocês estão enfrentando não são diferentes de outras regiões do Estado; nós estamos desbravando regiões que no passado eram relegadas ao abandono”, completou, lembrando que o Jalapão ficou conhecido internacionalmente por meio dos rallys, que são apoiados pelo Governo do Tocantins, sendo a passagem pela Ilha, em 2022, um marco.
Referência
Segundo Marcos Miranda, o projeto já passou por todas as etapas de planejamento, com equipe técnica de 13 aldeias Karajá, uma aldeia Javaé e uma aldeia Avá-Canoeiro, realização de cursos em parceria com o Senac. “Estava tão bem estruturado que a Funai [Fundação Nacional dos Povos Indígenas] solicitou uma apresentação em Brasília. Foi um sucesso e o projeto será uma referência nacional”, comemorou.
Para Idjawala Karajá, a Ilha do Bananal é uma região de importância única e relevância internacional. “O nosso foco principal são os nossos jovens, a nossa ideia é mudar a realidade dos nossos jovens. O que nós estamos querendo é continuar a nossa caminhada, e o governo tem sinalizado através das pessoas a estrutura dessa parceria”, completou.
Com um olhar voltado para o futuro, o Governo do Tocantins segue apostando na diversificação de roteiros e na integração de destinos para manter o ritmo de crescimento. O desafio é consolidar os avanços, apoiar projetos sustentáveis de pequenas comunidades e garantir que o turismo continue a geraroportunidades.
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