
O Novembro Roxo é considerado o mês voltado para a prevenção e conscientização sobre os desafios enfrentados pelos bebês prematuros, aqueles nascidos com menos de 37 semanas de gestação. Em alusão ao período, o Hospital Infantil Albert Sabin (Hias), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), realiza, durante todo mês, ações voltadas para as acompanhantes e às crianças internadas na Unidade de Cuidados Intermediários, setor dedicado a assistência dos pequenos com complicações devido ao nascimento prematuro.
Entre as atividades, esteve a oficina “Transformando amor em fantasia”, com atividade de criação de fantasias para os bebês internados. Mães e acompanhantes dos pequenos aprenderam a confeccionar as roupinhas. Em um segundo momento, as crianças puderam vestir as criações, que tiveram temáticas de contos de fadas, super-heróis, filmes e profissões.

Roupinha de herói foi confeccionada em oficina com mães e acompanhantes no Hias
As ações foram idealizadas “para minimizar a insegurança das famílias, promover o bem-estar físico e mental dos acompanhantes e estimular a autoconfiança sobre a condução dos cuidados com os bebês”, explica a coordenadora da Enfermagem da Unidade de Cuidados Intermediários do Hias, Andréa Lopes.

Outro momento compartilhado entre mães e profissionais do Hias foi um passeio educativo e relaxante com as cuidadoras dos recém-nascidos, na Beira Mar de Fortaleza. As participantes receberam informações sobre como realizar manobras de desengasgo e cuidados básicos com o recém-nascido, a mama e o posicionamento do bebê.
Jéssica da Silva, 28 anos, é mãe de Maria, que está internada na unidade há um mês. A filha de Jéssica nasceu em uma maternidade na Região Metropolitana de Fortaleza, mas foi encaminhada ao Albert Sabin devido a uma má formação. Para ela, as ações do Novembro Roxo têm sido terapêuticas. “Desde que viemos para cá, passamos a ter, além da assistência para a saúde física da minha bebê, um suporte psicológico e uma rede de apoio”, afirmou, destacando a importância do acolhimento oferecido pelo hospital.

A prematuridade é caracterizada pelo nascimento de bebês com menos de 37 semanas de gestação. Segundo o pediatra neonatologista do Albert Sabin, Fernando Benevides, esta condição se deve a diversas intercorrências na gestação.
“O recém-nascido prematuro, por não ter acesso a nutrientes essenciais como cálcio e fósforo, no último trimestre de gestação, pode apresentar deficiências no crescimento ósseo. Além disso, o desenvolvimento incompleto dos sistemas pulmonar, neurológico e imunológico aumenta os riscos de complicações graves, como a necessidade de oxigênio suplementar, hemorragia cerebral, hidrocefalia e infecções recorrentes, resultando em longos períodos de internação”, explica o neonatologista.
O médico também ressalta que, durante a gestação, fatores como “tabagismo, consumo de álcool e drogas, desnutrição, hipertensão, falta de cuidados pré-natais adequados, doenças congênitas (como a sífilis) e o estresse podem contribuir para o nascimento prematuro”, conclui.
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