
Foto: Robson Valverde Ascom/SES
Referência em saúde da mulher, a Maternidade Carmela Dutra (MCD), unidade própria da Secretaria de Estado da Saúde (SES), tem realizado 400 consultas mensais em seu ambulatório de mastologia este ano. A instituição oferece um atendimento multidisciplinar integral às pacientes diagnosticadas com câncer de mama, reunindo a expertise de oncologistas, cirurgiões, fisioterapeutas e outros profissionais de saúde. Essa colaboração visa proporcionar o melhor tratamento e acompanhamento, assegurando às pacientes qualidade de vida e esperança renovada.
Marlene Rosa Vieira, 62 anos, moradora de Biguaçu, na Grande Florianópolis, é uma das pacientes em acompanhamento há 3 anos na MCD. “Os médicos e enfermeiros sempre ajudam a levantar a autoestima, eles são realmente muito bons. Retorno às consultas com regularidade”, afirma. Marlene passou por uma cirurgia de reconstrução de mama em duas etapas. Na primeira fase, foi realizada a colocação de uma prótese temporária conhecida como expansor tecidual.
“Esperamos completar o preenchimento do expansor ao longo de dois a três meses. A partir daí, ela estará pronta para a segunda etapa da reconstrução, que consiste na retirada do expansor e na colocação de uma prótese definitiva. Frequentemente, nessa mesma cirurgia, realizamos procedimentos na mama contralateral para garantir simetria, mantendo a semelhança entre as mamas. O planejamento da cirurgia é bem estruturado. A cirurgia ocorreu de forma tranquila e sem intercorrências”, relata o chefe do Serviço de Mastologia da MDC, Bráulio Leal Fernandes.
Na Maternidade Carmela Dutra não há espera por consulta em mastologia. Este ano, a unidade realizou 2.222 mamografias, 716 ultrassonografias de mama, 244 core biópsias guiadas por ultrassom e mais de 250 cirurgias relacionadas à mastologia.

Importância do diagnóstico precoce
A detecção precoce do câncer de mama é fundamental para aumentar as chances de tratamentos menos invasivos e com maiores taxas de sucesso. “A importância do rastreamento e do diagnóstico precoce reside no fato de que, ao descobrir a doença cedo, 95% das pacientes conseguem se curar, e o tratamento costuma ser mais eficiente. Ao identificar um tumor em estágio inicial, não é necessária uma mastectomia ou esvaziamento axilar. Além disso, sabe-se que a cirurgia conservadora, associada à radioterapia para tumores iniciais, apresenta resultados até melhores em termos de sobrevida do que a mastectomia”, explica a mastologista da MCD, Liliane Raupp Pizatto.
Mais informações:
Josiane Ribeiro
Assessoria de Comunicação
Secretaria de Estado da Saúde
(48) 99134-4078
e-mail: imprensa@saude.sc.gov.br
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