
Baiano de São Francisco do Conde e apaixonado por literatura, o escritor independente Eliezer de Santana Santos, de 59 anos, foi um dos destaques da Casa dos Autores Brasileiros da FLICA, que lançou edital para autores independentes de todo o Brasil e, desses, classificou 20 para dar visibilidade às suas obras. O espaço, extremamente significativo por viabilizar e possibilitar que pessoas ainda sem espaço no mercado literário estejam em destaque, é um movimento estratégico, inovador e de valorização extrema da literatura. Nesta sexta-feira (18), Eliezer teve essa oportunidade, apresentando seu segundo livro e primeiro romance, Divina Maré.
O romance tem como inspiração muitas histórias de vida de marisqueiras e pescadores de São Francisco do Conde, cidade do Recôncavo, que, inclusive, se parece muito com Cachoeira e é banhada pela Baía de Todos os Santos e pelo Manguezal. “Eu retrato um pouco da vida de uma personagem ficcional, mas que se parece muito com a realidade de milhares de pescadores e marisqueiras brasileiros. Então a gente vai estar aqui hoje aproveitando este palco, que é a FLICA, para apresentar o nosso trabalho. A gente tem pouco espaço para se apresentar em outros lugares, e a festa termina sendo um espaço democrático, principalmente para os pequenos autores, gente que está começando, vim aqui também mostrar um pouco do nosso talento, do nosso trabalho e divulgar as nossas obras e contribuir com a literatura de forma geral”.
O escritor de São Francisco do Conde afirmou que a experiência da escrita e de lançar um livro, principalmente no mercado brasileiro, é uma caminhada muito difícil. “Primeiro, porque percebemos que, comparado a outros países, ainda estamos muito aquém em termos de leitura e, quando a gente encontra a Casa dos Autores Brasileiros abrindo as portas para apresentarmos nosso material e, consequentemente, divulgarmos em uma escala mais ampla, sendo acolhidos, orientados, isso amplia os caminhos, porque a Casa termina não só sendo um palco para apresentação, mas também de acompanhamento desses autores brasileiros, sugerindo, divulgando e fazendo com que cresçamos enquanto escritores”.
Eliezer de Santana Santos destacou, inclusive, a importância dessa vitrine, já que existem muitos escritores talentosos que não contam com o acompanhamento necessário para impulsionar os seus trabalhos. “A gente termina ficando no meio do caminho, e aí eu acredito que a Casa dos Autores Brasileiros desenvolve esse papel com muita competência. Sou muito agradecido por estar aqui, sendo convidado para lançar esse trabalho”, concluiu.
FLICA - Na edição 2024 da FLICA, os principais espaços são a Tenda Paraguaçu, Fliquinha e Geração Flica, além da programação artística, dividida entre o Palco Raízes e o Palco dos Ritmos. Todos os espaços têm indicação etária livre e contam com acessibilidade, tradução em libras e audiodescrição. A curadoria da FLICA é formada por Calila das Mercês, Emília Nuñez, Deko Lipe e Linnoy Nonato. A Coordenação Geral é assinada por Vanessa Dantas, diretora execultiva da Fundação Hansen Bahia.
A 21ª FLICA é uma realização da Fundação Hansen Bahia (FHB), em parceria com a Prefeitura de Cachoeira, LDM (livraria oficial do evento), CNA NET (internet oficial do evento) e conta com o apoio da Bracell, ACELEN, Bahiagás, Governo do Estado da Bahia, através da Bahia Literária, ação da Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura e da Secretaria de Educação, Caixa e Governo Federal.
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