
Nesse contexto, o Hospital Geral de Fortaleza (HGF), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), tem concentrado esforços para cumprir as determinações e assegurar cada vez mais a qualidade da saúde das mulheres no Estado.

Silvana Ribeiro, de 43 anos, recebeu o diagnóstico de câncer de mama em 2021. Após o susto, ela compartilha sua experiência: “é muito difícil receber uma notícia como essa, mas tive a sorte de descobrir em um estágio que ainda me permitiu realizar o tratamento, e deu certo”, relata. “O acompanhamento que recebi aqui no HGF foi ótimo e me ajudou bastante nessa etapa”, complementa.
A diarista, residente em Beberibe, passou por uma cirurgia para a remoção do tumor da mama, além de quimioterapia e radioterapia. “Não posso afirmar que foi fácil, mas hoje é maravilhoso saber que estou me recuperando e que continuo lutando pela vida. A batalha contra o câncer é constante, temos sempre de estar alerta”, ressalta.
Para Silvana, a detecção precoce foi crucial para aumentar as chances de sucesso no tratamento de câncer de mama. “O que acontece hoje é que muitas mulheres ainda não realizam a mamografia com a frequência recomendada”, afirma o mastologista do HGF, Josenir Dutra. O ideal é detectar a doença em estágio inicial, o que diminui as possibilidades de metástase.

O Ministério da Saúde (MS) recomenda que mulheres entre os 50 e 69 anos façam mamografias a cada dois anos. Para mulheres abaixo dos 40 anos, o exame pode ser indicado se houver suspeita de síndromes hereditárias ou para complementar o diagnóstico em casos de nódulos palpáveis.
É importante lembrar que o autoexame das mamas não se configura mais como o melhor método de rastreio do câncer, já que não é capaz de detectar tumores menores. No entanto, é importante ter o autoconhecimento do corpo, para identificar alterações. O MS e o Instituto Nacional do Câncer (INCA) recomendam que as mulheres apalpem as mamas sempre que se sentirem confortáveis, sem nenhuma recomendação técnica específica ou periódica.
Hábitos saudáveis são importantes para reduzir o risco da doença
“Apesar dos avanços da medicina e campanhas de conscientização, os números ainda são alarmantes”, ressalta o mastologista. “Por isso, temos reforçado continuamente sobre os cuidados que as mulheres devem ter para evitar a doença”, completa.
Além dos exames, o estilo de vida desempenha um papel fundamental na prevenção do câncer de mama. Manter uma alimentação equilibrada, rica em frutas e vegetais, e praticar atividades físicas regularmente são hábitos que podem reduzir o risco da doença. “A obesidade, por exemplo, é um fator de risco conhecido e deve ser cuidadosamente gerenciada, não só no grupo feminino”, explica.
O tratamento do câncer de mama varia conforme a tipologia da doença em cada paciente, aponta Dutra. Na avaliação, o especialista confere o estágio e as características do tumor para seguir com o método mais assertivo. As principais opções de tratamento incluem cirurgia, radioterapia e terapias medicamentosas.
A cirurgia pode variar desde a remoção do tumor até a mastectomia (remoção completa da mama). A radioterapia é frequentemente utilizada para eliminar células cancerosas que possam ter permanecido. Já o tratamento medicamentoso, como a quimioterapia e a hormonioterapia, é essencial para prevenir recidivas.

“As inovações na área da oncologia têm trazido novas esperanças. Estudos recentes e novas terapias estão sendo desenvolvidas constantemente, aumentando as opções disponíveis para o tratamento”, afirma o médico. “Essa evolução é encorajadora e permite que muitas mulheres tenham uma vida mais longa e saudável após o diagnóstico”, reforça.
Durante todo o mês, a Rede Sesa vem promovendo a campanha “De outubro a outubro rosa”, voltada para a conscientização sobre o câncer de mama e sobre a busca pelo diagnóstico precoce. A iniciativa reúne especialistas e pacientes, permitindo a troca de informações e experiências valiosas.
No Hospital Geral de Fortaleza (HGF), uma série de atividades educativas estão sendo realizadas com o intuito de conscientizar pacientes e funcionárias sobre a doença. As ações visam disseminar informações essenciais e incentivar a realização de exames mamográficos.
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