
O Governo do Paraná formalizou parceria que visa garantir uma cadeia ética de reciclagem como forma de melhorar as relações e as condições de trabalho dos catadores de materiais. O acordo envolve a SIG, multinacional especializada em envase e embalagens cartonadas, e a Earthworm Foundation Brasil (EF Brasil), organização internacional sem fins lucrativos voltada para os cuidados com a natureza.
O projeto é coordenado pela Secretaria do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), que prestará apoio técnico a associações, cooperativas e empresas participantes. O investimento é de R$ 508 mil por meio de contrapartidas do Paraná Competitivo, programa estadual que oferece incentivos e benefícios fiscais para empresas que desejam se instalar ou expandir suas operações no Paraná.
Coordenadora de Saneamento Ambiental e Economia Circular da Sedest, Isabella Tioqueta explica que o objetivo da ação é incentivar a cooperação entre as associações de reciclagem, órgãos públicos e iniciativa privada para promover a inclusão dos catadores de materiais na cadeia dos resíduos sólidos, promovendo assim a circularidade dos produtos pós-consumo.
“É um processo de gestão, de formalização dos catadores junto à Sedest para organização, construção do diagnóstico e definição de políticas públicas assertivas para o setor”, acrescentou ela.
De acordo com a Sedest, existem no Paraná aproximadamente 440 associações e cooperativas de catadores de materiais recicláveis e 6 mil associados/cooperados. “O foco é garantir, por meio deste projeto, que essas pessoas sejam incorporadas de fato a essa cadeia da reciclagem, melhorando as condições de trabalho e alcançando mais possibilidades para ampliação da renda”, destacou a coordenadora.
CADEIA DA RECICLAGEM– Dentro da parceria, a Earthworm Foundation é a executora, com a missão de fortalecer a relação de cooperativas e agregadores de resíduos com as empresas, consolidando um valor compartilhado da garantia dos direitos fundamentais de trabalho às pessoas que atuam na cadeia de fornecimento de materiais pós-consumo. Entre as medidas a serem executadas estão ações na área de cidadania e desenvolvimento social para qualificação dos trabalhadores, garantia de remunerações justas e aumento do fluxo de materiais para reciclagem.
Já a SIG conta com parcerias que procuram aumentar a quantidade de embalagens recicladas, conscientizar sobre educação ambiental, mudar o comportamento da população e ampliar projetos na área de sustentabilidade. Dos 82,5 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos gerados anualmente no Brasil, apenas 4% são reciclados, de acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).
“Pretendemos melhorar esses números, garantindo um meio ambiente mais saudável e melhores condições éticas, de trabalho e de vida para quem é da cadeia da reciclagem”, afirmou Isabella.
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