
Agência Assembleia
A automedicação, prática de utilizar medicamentos sem orientação de um profissional de saúde, foi tema de entrevista no programa ‘Mais Saúde’, exibido domingo (11), pela TV Assembleia. A farmacêutica Kriscia Emilly alertou para os riscos associados ao uso indiscriminado de remédios e destacou a importância da orientação profissional antes de iniciar qualquer tratamento.
Durante a entrevista, a especialista explicou que a facilidade de acesso a medicamentos, inclusive os de venda livre, contribui para a prática da automedicação. Segundo ela, mesmo remédios considerados comuns, como analgésicos e medicamentos para gripe e resfriado, podem provocar efeitos adversos quando utilizados de maneira inadequada.
“Todo fármaco é uma droga. Ele vai entrar no organismo humano para exercer uma função, mas também existem efeitos colaterais”, explicou a farmacêutica. Ela citou o paracetamol como exemplo e chamou atenção para os riscos relacionados ao uso em doses elevadas e à sobrecarga do organismo.
Outro ponto destacado foi o uso incorreto de antibióticos. Kriscia Emilly ressaltou que interromper o tratamento antes do período indicado pode contribuir para a resistência das bactérias aos medicamentos. “Pessoas que não fazem o tratamento adequado podem formar uma resistência bacteriana extremamente perigosa”, afirmou.
A farmacêutica também alertou para os riscos relacionados aos medicamentos psicotrópicos e de controle especial. Segundo ela, o uso inadequado dessas substâncias pode provocar dependência física e psicológica e, em situações de doses exageradas, levar a consequências graves, como a depressão respiratória.
Para a farmacêutica, o acesso facilitado aos medicamentos deve estar associado à informação adequada. Ela destacou o papel do farmacêutico na orientação sobre doses, horários, interações medicamentosas e possíveis efeitos colaterais. “A independência em adquirir esses medicamentos, precisa estar atrelada a uma boa orientação”, afirmou.
A entrevista também abordou a influência da internet e da inteligência artificial na busca por informações sobre sintomas e medicamentos. A farmacêutica reforçou que essas ferramentas podem auxiliar na obtenção de informações, mas não substituem a avaliação de um profissional de saúde.
“A internet é uma ferramenta para informação, mas não significa que é uma ferramenta para diagnóstico”, explicou. Ela ressaltou que um mesmo sintoma pode estar relacionado a diferentes problemas de saúde e que somente uma avaliação profissional pode indicar o diagnóstico e o tratamento adequados.
São Paulo Segunda Copa CDHU de Futebol terá 17 equipes e 425 atletas
Cidades Histórias de recomeço marcam três anos da Secretaria de Políticas para Mulheres de Vitória da Conquista
São Paulo Governo de SP realiza vacinação no Santuário de Aparecida durante o feriado nacional Mín. 24° Máx. 26°