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Estudante paraense renova esperanças e traça planos após transplante de coração; Hospital de Messejana realizou 548 procedimentos em 25 anos

“Graças a Deus, à equipe médica e ao ‘sim’ de uma família, no dia 1º de fevereiro de 2024 meu novo coração chegou. Agora posso contar uma nova hist...

25/09/2024 às 09h15
Por: Redação Fonte: Secom Ceará
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Foto: Reprodução/Secom Ceará
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“Graças a Deus, à equipe médica e ao ‘sim’ de uma família, no dia 1º de fevereiro de 2024 meu novo coração chegou. Agora posso contar uma nova história”, lembra com gratidão

O estudante Hermano Loureiro Neto, 30 anos, natural de Primavera, no Pará, voltou a ter qualidade de vida e a sonhar com o futuro após receber um novo coração. “Em breve, estarei ao lado da minha filha, poderei brincar com ela, concluir minha faculdade e voltar a praticar esportes. Estou feliz e cheio de esperança!”, destaca Hermano, com entusiasmo renovado.

O caminho para essa nova vida, no entanto, foi longo e desafiador. Diagnosticado com insuficiência cardíaca aos 23 anos — condição em que o coração não bombeia sangue suficiente para o corpo —, Hermano foi acompanhado ambulatorialmente até 2018, quando foi encaminhado ao Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes (HM), referência em transplantes cardíacos nas regiões Norte e Nordeste, onde passou a ser atendido na Unidade de Transplante e Insuficiência Cardíaca (UTIC).

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Aos poucos, o jovem viu sua saúde se deteriorar. Ele relembra as inúmeras internações, o cansaço debilitante e os sonhos interrompidos. “Apesar do diagnóstico, sempre levei uma vida normal. Estudava, trabalhava, praticava esportes e tive uma filha, minha maior paixão. Mas a doença progrediu, e eu me vi entre duas opções: me entregar ou lutar para viver”, conta ele, emocionado.

Com a evolução da doença e sem novas alternativas de tratamento, o transplante de coração tornou-se a única solução. Hermano encontrou na família e na filha a força necessária para enfrentar o medo e o desânimo. “Chegou um momento em que o cansaço era tão grande que pensei em desistir. Doía quando minha filha me chamava para brincar e eu não conseguia. Sempre fui ativo, jogava futebol, mas cheguei ao ponto de não conseguir andar sem me esgotar fisicamente”, lembra.

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Em 2023, após uma piora significativa, Hermano veio de vez para o Ceará. “Fui internado imediatamente. Eu precisava do transplante para ter de volta minha qualidade de vida. Fui listado em janeiro de 2024 e, graças a Deus, à equipe médica e ao ‘sim’ de uma família, no dia 1º de fevereiro meu novo coração chegou. Agora posso contar uma nova história”, lembra com gratidão.

Assista ao depoimento de Hermano:

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Histórias de superação e solidariedade

A trajetória de Hermano é apenas uma entre as diversas histórias que passaram pela UTIC. Cada transplante realizado envolve sonhos e expectativas, sustentados pela decisão de famílias que, em momentos de perda, escolhem oferecer uma nova chance de vida para quem aguarda um órgão. Essas histórias também refletem o trabalho incansável de uma equipe dedicada a enfrentar a urgência do tempo.

Foto: Reprodução/Secom Ceará
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Até 19 de setembro de 2024, segundo a Central de Transplantes do Estado, foram feitos 25 transplantes cardíacos, incluindo cinco em crianças

O Hospital de Messejana, equipamento da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), ocupa o terceiro lugar no Brasil e o primeiro no Nordeste em número de transplantes cardíacos, tendo realizado 548 procedimentos em 25 anos. Até 19 de setembro de 2024, segundo a Central de Transplantes do Estado, foram feitos 25 transplantes cardíacos, incluindo cinco em crianças. Atualmente, oito pessoas aguardam por um coração no Ceará.

Foto: Reprodução/Secom Ceará
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O paciente que precisa passar por um transplante é acompanhado ambulatorialmente antes e depois do procedimento

A equipe multidisciplinar da UTIC, formada por 33 profissionais de diversas áreas, como cirurgiões, cardiologistas, anestesistas, psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais, fisioterapeutas e nutricionistas, tem um papel essencial antes, durante e após o transplante. O acompanhamento pré-operatório inclui consultas, exames e avaliações nutricionais, sociais e psicológicas. Após a cirurgia, os pacientes participam de um programa de reabilitação cardíaca com atividades físicas supervisionadas por seis meses.

O coordenador do serviço de transplante, o cardiologista João David de Souza Neto, destaca a importância do trabalho realizado. “Nossos resultados não são apenas números, são vidas, são histórias e nos alegra ajudar a contá-las. Temos pacientes com 25 anos de transplante, outros com 17, outros com dez, e isso mostra a importância do acompanhamento. Esse é um dos nossos diferenciais”, afirma.

Assista ao cardiologista João David de Souza Neto:

O especialista também menciona os avanços no processo de captação de órgãos, com a regionalização da saúde. “Ainda enfrentamos recusas de famílias, que se devem à falta de conhecimento e mitos sobre o transplante, apesar das várias campanhas educativas. É fundamental destacar a transparência do processo e os benefícios para os pacientes. As equipes estão cada vez mais engajadas. O Governo do Estado e a Sesa também têm apoiado, e a regionalização da saúde permitiu aumentar a oferta de órgãos, reduzindo o tempo de espera dos pacientes”, explica o cardiologista.

>>>Leia todas as reportagens da série “Doação de órgãos: um sim salva vidas. Doe esperança”

Como se tornar um doador de órgãos

Para doar órgãos e tecidos, é importante comunicar sua intenção à família, pois é ela quem autoriza a doação. O Ceará realiza transplantes de rim, fígado, pulmão, pâncreas, coração, medula óssea, córnea e válvulas cardíacas.

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