
A Polícia Civil do Piauí, por meio do Departamento de Polícia Científica (DEPOC), finalizou, nesta sexta-feira (20), mutirão de coleta de material biológico de pessoas condenadas na Penitenciária Mista de Parnaíba, no litoral do estado.
A coleta, que começou na última quarta-feira (18), contribui com o projeto de fortalecimento da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG). O mutirão teve o objetivo de auxiliar na obtenção de metas acordadas com a Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Esse tipo de ação visa cumprir a Lei Nº.12.654 que torna obrigatória a coleta de amostras biológicas de condenados por determinados crimes.
Segundo a diretora do Instituto de DNA Forense do DEPOC, Adilana Soares, ao todo, 141 amostras de DNA de presos foram coletadas em Parnaíba, e as cidades de Floriano, Picos e Oeiras, no sul do Piauí, serão as próximas a receber mutirão.

“No Piauí, são realizados mutirões para atingirmos as metas anuais da RIBPG. Desde 2019 nós realizamos essas coletas e parte dessas coletas já foram inseridas no Banco Nacional de Perfis Genéticos. Essas amostras podem ajudar na resolução de vários delitos, como crimes sexuais, de patrimônios e até homicídios”, ressaltou a diretora.
De acordo com o Governo Federal, a RIBPG foi criada com a finalidade principal de manter, compartilhar e comparar perfis genéticos a fim de ajudar na apuração criminal e na instrução processual.

Importância da coleta de material para a Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos
Conforme o XX Relatório da RIBPG, divulgado no primeiro semestre deste ano, o Banco Nacional de Perfis Genéticos já ajudou a solucionar crimes patrimoniais envolvendo o Piauí.
Em 2023 aconteceu um crime numa agência bancária no estado. O vestígio coletado no local permitiu a obtenção do perfil genético do acusado. Quando inserido no Banco Nacional de Perfis Genéticos permitiu identificar que o autor cometeu outros crimes em Goiás (2012), Rio Grande do Sul (2020), São Paulo (2021) e Piauí (2023), a partir da coleta de DNA de um indivíduo realizada em Pernambuco conforme Lei de Execução Penal.
As autoridades policiais de todos os estados foram informadas do ocorrido. O caso demonstra a eficiência do Banco Nacional de Perfis Genéticos em solucionar crimes ocorridos em diferentes épocas e locais.
Dessa forma, a Polícia Civil do Piauí reconhece a importância da RIBPG e contribui com o Banco Nacional de Perfis Genéticos a fim de que se tenha mais agilidade e uma resolutividade maior de crimes em todo o país, incluindo o Piauí.
O banco auxilia ainda na localização de pessoas desaparecidas por meio da coleta e do cruzamento de materiais biológicos dos familiares e desaparecidos.
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