
O senador Izalci Lucas (PSDB-DF), em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (17), manifestou preocupação com a "crise educacional e laboral” no país. O parlamentar destacou o aumento do número de jovens entre 25 e 34 anos que estão fora do sistema educacional e do mercado de trabalho.
—A geração dos nem-nem [que não estuda e não trabalha] representa o colapso de uma estrutura que deveria amparar o futuro do país, mas que falha miseravelmente. Não estamos apenas lidando com uma estatística fria; estamos testemunhando o esfacelamento de um futuro que deveria ser promissor. É como se estivesse assistindo, em câmera lenta, à derrocada de um país que se nega a investir em seu principal ativo: a sua juventude.A queda de 5,4 pontos percentuais na taxa de jovens que não trabalham nem estudam, ao longo de sete anos, pode parecer uma melhora.No entanto, o Brasil ainda tem 24% dos jovens nessa situação, uma taxa muito superior à média dos países da OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico], que é de 13,8% — disse.
Para o senador, a qualidade educacional é negligenciada de “forma quase criminosa”. Ele afirmou que faltam investimentos adequados e há má gestão dos recursos destinados ao setor. O parlamentar citou relatório da OCDE que revelou que o Brasil foi o segundo país que mais reduziu investimentos públicos em educação entre 2015 e 2021, enquanto os países desenvolvidos aumentaram suas aplicações.
Izalci também criticou a aposta do governo de incluir a tecnologia como solução para os problemas do sistema educacional. Ele mencionou o Plano Nacional de Escolas Conectadas, que visa conectar 100% das escolas até o fim do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na opinião do senador, é uma promessa “grandiosa”, mas revela-se frágil quando contrastada com a falta de infraestrutura básica e a incapacidade crônica de gestão. O parlamentar observou que a conectividade não resolve a falta de uma estrutura pedagógica sólida e a defasagem curricular.
— Diante desse quadro sombrio, é quase impossível vislumbrar uma solução simples ou rápida. No entanto, algumas medidas já se mostram essenciais: investir em educação técnica; ampliar a carga horária das escolas; qualificar e remunerar melhor os professores; e, principalmente, repensar a forma como o país enxerga a educação. O tempo das medidas paliativas já passou. É preciso uma revolução educacional, uma mudança estrutural que priorize o futuro do país e de sua juventude. Infelizmente, o Brasil parece caminhar para a direção contrária. A diminuição dos investimentos, o sucateamento das escolas e a falta de políticas públicas eficientes são o prenúncio de um futuro cada vez mais desastroso — alertou.
Senado Federal CAE confirma redução tributária para áreas de livre comércio da Amazônia
Senado Federal CAE aprova um pediatra para cada quatro equipes de saúde da família
Senado Federal ECA Digital, para proteção on-line de crianças e adolescentes, entra em vigor Mín. 26° Máx. 27°