
A Comissão de Relações Exteriores (CRE) aprovou nesta quarta-feira (14) o nome de Flávio Soares Damico para o cargo de embaixador do Brasil no Equador.
Encaminhada pelo Executivo, a MSF 24/2024 foi relatada pelo senador Chico Rodrigues (PSB-RR). O relatório foi lido no colegiado pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS), em reunião presidida pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL). Agora, a indicação será apreciada em Plenário.
O indicado nasceu em Porto Alegre, em 1960. Formou-se em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 1982 e tornou-se especialista em economia pela mesma instituição em 1984. Deu início aos seus estudos no Instituto Rio Branco em 1987 e ocupou vários postos, no Brasil e no exterior. Por último, foi embaixador em Singapura (2016 a 2019) e Assunção (2019 a 2022). Hoje, é representante especial na Representação do Brasil junto à Conferência do Desarmamento.
O Equador é uma república presidencialista localizada no noroeste da América do Sul. Conta com vastos recursos minerais e uma das maiores diversidades biológicas do mundo.
“Convém registrar a crise de segurança pública que vem assolando o país devido à expansão do narcotráfico internacional e que levou, em janeiro passado, à decretação pelo presidente Noboa de estado de exceção e reconhecimento, por decreto, da existência de conflito armado interno, com mobilização das forças armadas para o combate à criminalidade”, expôs o senador Chico Rodrigues em seu relatório.
No campo econômico, as reservas de petróleo são responsáveis por parte considerável das exportações do país e das receitas governamentais. Quanto ao relacionamento com o Brasil, a cooperação bilateral alcança os campos militar, policial, educacional, de saúde e humanitário. O intercâmbio comercial alcançou cerca de US$ 1,2 bilhão no ano passado, com superávit para o Brasil na balança comercial.
O relator destacou ainda que as exportações dos últimos anos foram compostas por veículos de transporte de passageiros, calçados, polímeros de etileno e medicamentos. Por sua vez, as importações concentram-se em chumbo em formas brutas, preparações e conservas de peixes, partes de aviões e de helicópteros, produtos de confeitaria, resíduos e sucata de cobre, crustáceos e pasta de cacau.
Já o diplomata disse que tem como meta seis eixos de atuação na embaixada no Equador: segurança, econômico-comercial, infraestrutura e transporte, meio ambiente, cooperação e político.
— No eixo político vamos acompanhar o processo eleitoral equatoriano. Se nota grande polarização política no país, mas há uma grande unidade nacional na questão da segurança. (...) E ainda apoiar o diálogo político de alto nível — expôs o embaixador.

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