
A Universidade Estadual de Londrina (UEL) formou na semana passada as duas primeiras turmas de Biotecnologia e Nutrição. Com isso, novos profissionais passam a acessar mercados em expansão no País.
A primeira turma formada de Biotecnologia da UEL reuniu oito estudantes. O processo de formatação do curso teve início em 2011, mas o Governo do Paraná oficializou a autorizando da nova graduação em 2018. A primeira turma entrou na universidade em 2020, durante a pandemia.
O curso está ligado academicamente ao Departamento de Bioquímica e Biotecnologia, do Centro de Ciências Exatas (CCE). Hoje o Departamento está sob a coordenação do professor Marcelo Rodrigues de Melo e da professora Fabiana Gasparin, na vice-coordenação.
O estudante Romulo Previato da Silva integrou a primeira turma. Ele colou grau já na expectativa de ser aprovado em um mestrado na área de Bioinformática. Durante a graduação ele fez intercâmbio junto à Universidade do Norte da Colúmbia Britânica, no Canadá.
Além dele, pelo menos outros dois acadêmicos do curso, Natália Silvestre e Elton Ostenti, mantêm atualmente estudos no Exterior, o que demonstra que, apesar da pouca idade, a graduação começa com um diferencial importante, que é a internacionalização. No ano passado o curso recebeu uma estudante da Colômbia.
O bacharel em Biotecnologia pode atuar nas áreas de saúde, indústria, prestação de serviços, agricultura e pesquisa. No Brasil existem cerca de 60 cursos de graduação em Bacharelado em Biotecnologia, Engenharia de Biotecnologia e Engenharia de Bioprocessos.
O curso de Nutrição, do Centro de Ciências da Saúde (CCS), começou suas atividades formais em 2019 e a primeira turma com 40 estudantes matriculados iniciou as aulas em 2020. A professora Clísia Mara Carreira, do Departamento de Patologia, Análises Clínicas e Toxicológicas, está na coordenação do curso desde sua criação.
Um dos pontos fortes do curso é o estágio desenvolvido no Hospital Universitário (HU), um dos campos mais importantes, que contribui para a qualidade na formação dos futuros nutricionistas. Os estágios obrigatórios desenvolvidos nas dependências do HU são supervisionados pelas nutricionistas do hospital e docentes de Nutrição.
“O convívio diário com os pacientes e acompanhantes tem sido uma experiência acima das expectativas. O curso atende diferentes níveis de complexidade dentro do HU, fornecendo uma base profissional aos estudantes e um serviço de qualidade para a comunidade”, afirma Clísia.
O Laboratório de Nutrição, uma das conquistas do curso, teve sua obra finalizada este ano e em breve também estará à disposição. O espaço permitirá aos estudantes grandes avanços para o aprendizado prático.
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