
FOTO: Divulgação/Idam
Com um caso confirmado da doença de Newcastle no Rio Grande do Sul e o auto embargo adotado pelo Brasil na exportação de carne de aves, o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) recomenda aos avicultores amazonenses a adoção de medidas sanitárias para prevenir contaminação nas propriedades locais. A patologia é causada pelo vírus do grupo paramixovírus sorotipo 1 (APMV-1).
O Idam destaca que o Amazonas não registra casos da doença de Newcastle desde 2006, quando uma ave de subsistência testou positivo. No entanto, os cuidados são importantes na avicultura, pois a doença pode ser adquirida e transmitida por aves silvestres.
As aves migratórias podem se tornar vetores de contaminação após o contato com animais contaminados, o que pode levar a propagação do vírus pelo país. Por isso, assegura o zootecnista João Marcos Miranda, do Idam, a prevenção é a melhor “arma” contra a doença.
“Entre as principais medidas a serem adotadas estão a adoção do calendário de vacinação, a limpeza periódica dos equipamentos e instalações, além do uso de telas no aviário, que é obrigatório para proteger as aves do contato com aves silvestres”, frisou o zootecnista.
Doença viral
A doença de Newcastle causa problemas respiratórios, digestivos e neurológicos nas aves, que ficam debilitadas até a morte. Além disso, a patologia afeta diretamente o ganho de peso dos animais e ocasiona queda na produção de ovos, de acordo com Miranda.
Entre os sintomas da doença nas aves estão: dificuldade respiratória, espirros, tosse, diarreia, perda de apetite, diminuição na produção de ovos, ovos com casca deformada. Em caso de suspeita da doença, o avicultor deve notificar a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Amazonas (Adaf), que acionará os órgãos federais.
Segundo o zootecnista, não existe tratamento para a doença de Newcastle e, em casos confirmados, é necessário realizar o abate de todas as aves que apresentarem sintomas. Após eliminar os animais, o avicultor deve realizar a limpeza e desinfecção de todo o ambiente, além da realização e elaboração de uma barreira sanitária.
O profissional esclarece que a doença é uma zoonose, ou seja, ela pode ser transmitida para o ser humano. “No caso de pessoas contaminadas, a Newcastle costuma causar uma conjuntivite leve, sem agravantes”, informou.


Exportação
Sobre o auto embargo adotado pelo Ministério de Agricultura e Pecuária (Mapa) para atender aos acordos internacionais junto à Organização Mundial de Saúde (OMS), Miranda ressalta que o Estado do Amazonas não deve ser prejudicado.
“Uma vez que o raio de ação da barreira sanitária é de 50 quilômetros do foco diagnosticado da doença e as medidas preventivas e de contenção são direcionadas ao estado de origem, o avicultor amazonense não deve ser penalizado, cabendo a eles, a prevenção”, finalizou.
Cuiabá - MT Saúde ultrapassa 3,6 milhões de atendimentos com novas unidades, equipamentos e redução das filas
Cuiabá - MT Vigilância Sanitária de Cuiabá reforça atuação diária na proteção da saúde da população
Cuiabá - MT UPAs de Cuiabá garantem atendimento rápido a pacientes com suspeita de AVC
Cuiabá - MT Cuiabá tem baixa cobertura contra Influenza e Saúde alerta para risco de casos graves entre crianças e idosos
São Sebastião - SP PATA Móvel amplia atendimentos, percorre cinco bairros em São Sebastião e realiza mais de 560 castrações
Lauro de Freitas 5/8/2026 - Dia da Vigilância Sanitária é celebrado em Lauro de Freitas com palestra para profissionais e estudantes de saúde estética
Cuiabá - MT Secretaria de Saúde inicia campanha de arrecadação para apoiar animais resgatados pela Associação LUNAAR
Cuiabá - MT Cuiabá institui Estratégia Municipal de Vacinação nas Escolas para ampliar imunização de crianças
Cuiabá - MT Cuiabá encerra Julho Amarelo com mobilização histórica e quase 5 mil testes rápidos Mín. 22° Máx. 25°