Thursday, 19 de March de 2026
°

Cultura Mato Grosso do Sul

Feira Literária de Bonito destaca discussões sobre literatura de Mato Grosso do Sul e Paraguai

A oitava edição da Flib (Feira Literária de Bonito) colocou em destaque debates e discussões significativas na área da literatura. O evento contou ...

08/07/2024 às 18h00
Por: Redação Fonte: Secom Mato Grosso do Sul
Compartilhe:
Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul
Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul

A oitava edição da Flib (Feira Literária de Bonito) colocou em destaque debates e discussões significativas na área da literatura. O evento contou com lançamentos de livros, palestras e rodas de conversa sobre a literatura de Mato Grosso do Sul e do Paraguai, além de um bate-papo institucional com o Ministério da Cultura, a editora Companhia das Letras e o Itaú Cultural.

O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Setesc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura) e da FCMS (Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul), apoiou o evento, auxiliando na infraestrutura e com apresentações de artistas locais.

A Roda de Conversa 'Do livro ao leitor: o papel das instituições' teve a participação de Andressa Marques da Silva, do Ministério da Cultura; Max dos Santos, da Companhia das Letras; e Roberta Roque, do Itaú Cultural, com mediação de Melly Sena, do Proler MS. Andressa comentou sobre o Plano Nacional do Livro e Leitura.

“O Plano, que está em atualização, já existe desde 2006. Agora, estamos estabelecendo metas e ações em parceria com a sociedade civil, visando fomentar o acesso aos livros de maneira objetiva. Um exemplo é o PNLD Mais Bibliotecas públicas e comunitárias, com estratégias firmadas com o FNDE e o MEC para a renovação de acervos”.

Continua após a publicidade

Max dos Santos, da Companhia das Letras, falou sobre iniciativas para ampliar o número de leitores. “Destaco nosso clube de leitura nacional, que promove encontros de autores e leitores, e a circulação de autores em feiras e festivais, que ajuda a conhecer diferentes territórios do Brasil”.

Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul
Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul
Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul
Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul

A Roda de Conversa 'Entre o traço, a tinta e o texto' reuniu os quadrinistas Marina Duarte, Dudu Azevedo, Fabio Quill e Fred Hildbrand, com mediação de Melly Sena. Marina abordou sua experiência no universo dos quadrinhos.

Continua após a publicidade

“Sempre tive interesse por quadrinhos, mas era um espaço dominado por homens. Decidi entrar nesse universo e criar narrativas que subvertam o machismo presente na área. A presença de outras mulheres nesse campo foi fundamental para a minha trajetória”.

Psicóloga aposentada, Isabel Fiorezi lançou seu livro 'Dupla Identidade' e compartilhou seu processo de produção. “Eu escrevo intuitivamente, criando personagens e desenvolvendo a história como um roteiro de teatro. A ideia de 'Dupla Identidade' surgiu da minha admiração pela cultura indiana. Eu queria trazer a Índia para o Brasil e levar a história até a Índia para encontrar uma solução”.

Continua após a publicidade

Nycolas Verli, de Rio Brilhante, participou do Dedo de Prosa com Jander Gomez, Eva Vilma, Emmanuel Marinho e Vini Willyan, e destacou a importância de representar seu município na Flib. “Em minha região, a literatura não é tão explorada. Participar deste festival é uma oportunidade de mostrar a cultura local. Meu livro 'Águas Turvas' aborda emoções universais e vivências do interior, refletindo aspectos sociais e psicológicos da adolescência”.

A Roda de Conversa com a delegação do Paraguai contou com Oscar Mosqueira, do Circuito Cultural Guarani; Marco Augusto Ferreira, da Associação dos Escritores do Paraguai; Victor Ailton, da Associação de Guionistas do Paraguai “Kuatia”; e Celso Franco, ator, produtor, compositor e guionista, com mediação de Rodrigo Teixeira e Lucilene Machado.

Marco Augusto enfatizou a necessidade de intercâmbio literário entre Brasil, Mato Grosso do Sul e Paraguai. “Precisamos romper as barreiras físicas e promover a troca de livros, traduções e histórias entre nossas culturas. É essencial que nossos livros tenham espaço em livrarias, escolas e bibliotecas, para que leitores possam conhecer histórias comuns”.

Karina Lima, Comunicação Setesc
Fotos: Samuel Rocha/Setesc

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários