
A retomada dos investimentos em obras de infraestrutura viária em Minas Gerais, nos últimos anos, provocou o aumento do aporte de recursos de maneira considerável na área de meio ambiente do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) .
Só em 2024, o setor recebeu mais R$15 milhões para investir no apoio às ações da Assessoria de Meio Ambiente do DER-MG, destinadas à contratação de recursos humanos para dar suporte à equipe da assessoria na elaboração de projetos e na fiscalização ambiental de obras em diversas rodovias, sobretudo nas inseridas no pacote do Provias, maior conjunto de intervenções rodoviárias da última década.

O assessor de Meio Ambiente do DER-MG, Felipe Dutra, destaca que os investimentos na malha viária do estado, sobretudo a implantação e pavimentação de novos trechos, contribuíram para o aumento do volume de demandas, principalmente na elaboração de licenciamentos ambientais, levantamentos, projetos e execução de ações.
“O aporte de novos recursos vem em boa hora e se aproxima da necessidade do cronograma e do volume de trabalho que é demandado no momento, mas a tendência é que isso cresça, uma vez que os investimentos em infraestrutura têm aumentado bastante. Há alguns anos que não víamos isso ocorrer”, destaca.
Educação Ambiental
Além das ações na elaboração projetos e de licenciamento ambiental, a Assessoria de Meio Ambiente do DER-MG investe em programas de educação que tem o objetivo de abordar o tema ambiental juntos às comunidades no entorno das obras, atendendo ao que determina a legislação, que prevê este tipo de abordagem em função da pavimentação de uma rodovia.
No mês passado, por exemplo, as equipes foram a campo com o objetivo de conscientizar e educar usuários sobre a importância da preservação ambiental. O trabalho foi desenvolvido na comunidade no entorno da rodovia MGC-479.
Foram abordados cerca de 200 veículos para entrega de lixeiras, contendo materiais como cartilhas sobre educação ambiental e comportamento no trânsito e adesivos.
Durante dois dias, as ações foram voltadas para oficinas de educação ambiental na Escola Estadual São José, no distrito de Tejuco, com o objetivo de conscientizar e educar cerca de 350 estudantes de todos os níveis escolares. Ao todo, foram realizadas 16 horas de atividades, a partir de quatro oficinas temáticas.
Por meio de atividades expositivas, interativas e práticas, como realização de plantio de mudas e jogos lúdicos, os temas abordados envolveram desde os impactos ambientais relacionados à construção de rodovias e as respectivas medidas que são adotadas pelo DER-MG para minimizá-los durante as obras, até a importância das ações pessoais para a preservação ambiental e a importância da valorização do patrimônio local.
Impactos
"Os impactos da chegada de uma rodovia pavimentada influenciam diretamente aspectos ambientais e humanos. Preparar comunidades para que esses efeitos sejam minimizados no cotidiano das pessoas e do meio ambiente é uma forma de conscientizar que a chegada do asfalto proporciona o progresso, mas demanda adaptar a vida a novos hábitos comportamentais”, explica o assessor de Meio Ambiente do DER-MG, Felipe Dutra de Resende.
O Programa de Educação Ambiental do DER-MG tem como premissa informar e sensibilizar a sociedade para a relação com o meio ambiente, buscando a compreensão da interdependência entre diversos componentes e possibilidade de uso sustentável dos recursos naturais.
2024 marca os 35 anos de criação do setor de meio ambiente do DER-MG
Em 2024, o setor de meio ambiente do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) completa 35 anos de criação. Configurada no final da década de 1980 e início 1990, a área representou um novo marco nos projetos e obras de infraestrutura viária em Minas Gerais.
As novas medidas adotadas na implantação de novas rodovias pavimentaram a construção de um novo capítulo, uma inovação e um fortalecimento de outros marcos ambientais na época.
Naquela época, o DER-MG encabeçava o rol da lista suja divulgada, anualmente, pela Associação Mineira de Defesa do Meio Ambiente (Amda), entidade não governamental que há mais de 45 anos luta pela proteção da biodiversidade e da água.
Para Leomar Fagundes, idealizador do setor de meio ambiente do DER-MG, engenheiro civil e ambientalista de longa trajetória, diante da conjuntura da época era preciso superar muitos desafios, entre os quais o de vencer a resistência interna do próprio órgão, convencendo os gestores e dirigentes que a pauta ambiental não representava gastos, mas investimentos importantíssimos. Com isso, criar uma nova cultura na implantação dos novos projetos rodoviários era fundamental.
Além disso, era necessário tirar o DER-MG da lista suja da Amda, demonstrando aos ambientalistas que o órgão havia reconstruído a relação desenvolvimento-meio ambiente e que os dois poderiam caminhar juntos.
Leomar resume como foi esse caminho e sobre a criação do setor dedicado ao tema: “Eu entrei no DER-MG em 1971 e a gerência de meio ambiente não existia. Quando eu comecei a abordar a questão do meio ambiente na década de 80 e trabalhar com isso na área de infraestrutura viária tinha muita gente que era contra, mas com persistência e muito trabalho conseguimos inserir a pauta ambiental nos projetos e retirar o DER-MG da lista da Amda. Além disso, em 1999, fui convidado para ser diretor de projetos, o que me permitiu dar mais suporte ao programa ambiental da instituição”, conta.
Na avaliação de Leomar, outro passo importante para a consolidação da área foi a duplicação da Fernão Dias – BR-381-, que liga Minas e São Paulo. “Esta obra foi muito importante porque teve o financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que incentivou e orientou sobre a importância do licenciamento ambiental para realização da obra”, explica.
Leomar explica que um projeto ambiental envolve muito aspectos e muitos deles são complexos. “A construção de uma estrada vai muito além de eliminar uma vegetação e pavimentar. É preciso entender o que existe na região. Se você tiver uma comunidade indígena ou quilombola, por exemplo, é necessário estudos diferenciados, devidamente aprovados pelos órgãos competentes como o Ibama e a Funai”, detalha.
Durante a obra há um monitoramento constante, que envolve, também, identificar vibrações ou trepidações que possam afetar o patrimônio espeleológico, trabalho que explora e promove a proteção dos ecossistemas subterrâneos, como cavernas e cavidades naturais.
“Esse serviço garante que as construções respeitem a rica biodiversidade que há nesses ambientes, ou seja, é essencial para a sustentabilidade e conservação dos espaços”, explica.
Outro fator importante apontado por Leomar diz respeito aos materiais, as áreas de empréstimo, áreas de bota fora, as áreas de jazidas e as usinas de asfalto. Itens fundamentais para execução da obra, portanto, tudo é estudado e detalhado no projeto sob o aspecto ambiental.
Marabá - PA Meio Ambiente: Semma representa Marabá na Semana Nacional dos Animais e fortalece debate sobre políticas de proteção
Lauro de Freitas Prefeitura amplia pontos de coleta de resíduos eletroeletrônicos no município
Meio Ambiente Conselho Estadual de Política Ambiental começa processo de eleição para recomposição 2026/2028
Meio Ambiente Centro meteorológico permite à Cemig antecipar riscos e planejar resposta a tempestades em Minas
Marabá - PA Meio Ambiente: Projeto Quelônios solta mais de 3 mil filhotes no Rio Tocantins
Piauí Treinamento de brigadistas reforça combate às queimadas nos municípios de Itainópolis, Isaías Coelho e Aroeiras do Itaim
Piauí Proverde: Semarh distribui 12 mil mudas frutíferas e nativas para ampliar arborização em três cidades do interior do Piauí
Piauí Após acidente com carga química, Semarh proíbe banho, pesca e coleta de água no Riacho Esfolado em Bertolínia
Meio Ambiente Monitoramento da Balneabilidade: 50 anos de excelência e serviço público em Santa Catarina Mín. 25° Máx. 28°