
O senador Cleitinho (Republicanos-MG) criticou, em pronunciamento em Plenário nessa quarta-feira (26), processo de compra de bacalhau, filé mignon e outros alimentos do gênero pela Força Aérea Brasileira. O gabinete do comandante do órgão conduz processo licitatório para comprar, entre outros itens, 300 quilos de lombo de bacalhau, com valor estimado em quase R$ 30 mil, afirmou o parlamentar.
Para o senador, as discussões sobre ajuste fiscal deveriam levar em conta a redução de gastos com privilégios e benefícios dos altos funcionários dos Poderes. Segundo Cleitinho, os políticos ganham quase R$ 30 mil líquidos por mês e poderiam arcar pessoalmente com produtos mais caros.
— Quem paga isso aqui são vocês [cidadãos]. E tem necessidade disso? Nunca acredite que um país está quebrado [...] É só uma questão de prioridades, e a prioridade nunca é o povo. Se não tem [alimentos caros] para o povo, não tem que ter para nós [...] Parem de idolatrar qualquer político que seja, pois ele que é o empregado de vocês— disse o senador.
Cleitinho relatou que, quando era deputado estadual por Minas Gerais, foi um dos autores da uma lei estadual (Lei 24.227, de 2022) que veda a compra de artigos de luxo pelo estado. A Nova Lei de Licitações ( Lei 14.133 , de 2021) também já veda a aquisição de itens de luxo pela União, mas cabe ao Decreto 10.818, de 2021, e a regulamentos posteriores do Ministério da Fazenda indicar parâmetros ou listar os produtos proibidos.
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