
Em pronunciamento no Plenário na terça-feira (4), o senador Esperidião Amin (PP-SC) destacou as eleições gerais da Índia, para todas as cadeiras do parlamento, que duraram 44 dias. Ele elogiou o fato de o país, considerado a maior democracia do mundo por causa de seus 968 milhões de eleitores, utilizar urnas eletrônicas com voto auditável.
— E só ter a urna eletrônica e o voto auditável impresso é pouco para a Índia. Lá a oposição pediu que a eleição só fosse proclamada depois de auditados todos os votos. Por isso é que demorou. Houve a apuração física, o que eu acho um exagero, mas a oposição lá acha que pode haver fraude. E ninguém foi preso! Ninguém lá é incurso em Lei de Segurança Nacional, em Lei das Fake News ou em qualquer desses inquéritos que estão semeados país afora — disse.
O parlamentar enfatizou que “a adoção de sistemas auditáveis é essencial para aprimorar a democracia”. O senador destacou a importância da transparência no processo eleitoral e ressaltou o fato de que, no Brasil, o voto auditável ainda gera contestações. O parlamentar fez comparações com países da América Latina onde a prática já é comum. E defendeu o aprimoramento contínuo do sistema eleitoral.
— No Paraguai, o voto é auditável. Na Venezuela, o senhor Maduro desafiou os outros países: "Aqui, no nosso plebiscito, o voto é auditável". Não sei se ele estava provocando o Brasil, não sei. Mas não custa nada anotar na coluna do passivo que nós não temos isso — destacou.
Amin também voltou a expressar solidariedade às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul e enfatizou a importância da “união política” para enfrentar os desafios gerados pelas inundações.
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