
O estudante piauiense Manoel Nunes, aluno do terceiro ano do ensino médio de uma escola de Teresina, venceu, nessa segunda-feira (3), em Brasília, a etapa brasileira do Prêmio Jovem da Água de Estocolmo 2024 (Stockholm Junior Water Prize – SJWP). Com isso, ele é o único brasileiro que estará na final mundial do evento, considerado o “Nobel da Ciência Jovem”, na Suécia, em agosto.
O aluno recebeu os cumprimentos e elogios do governador Rafael Fonteles durante a Campus Party Weekend Piauí, onde Manoel estava expondo o seu projeto, Rover Aquático, um minibarco que coleta e monitora a qualidade da água. A Campus Party é o maior festival de tecnologia, empreendedorismo e ciência do mundo, que foi realizado pela primeira vez no Piauí, de 29 a 31 de maio, com o apoio do Governo do Estado. No evento, jovens de todo o estado puderam participar de palestras, workshops, competições de startup e diversas atividades voltadas ao universo da tecnologia e empreendedorismo.
Na Campus Party, o governador conferiu de perto o projeto do estudante e se surpreendeu. “O Manoel, apaixonado por robótica desde a infância, se dedicou a esse projeto que mede, de forma automatizada, a qualidade da água. Antes disso, ele vendia brownie na escola. Ou seja, é um empreendedor nato. É impressionante a inteligência e empenho da nossa juventude piauiense. Com jovens interessados e uma educação de qualidade, o Piauí vai longe”, disse Rafael Fonteles.

Prêmio Jovem da Água de Estocolmo
O Prêmio Jovem da Água de Estocolmo busca incentivar jovens talentos de 15 a 20 anos que desenvolveram projetos escolares com potencial de solucionar desafios relacionados à água, ao meio ambiente e à sustentabilidade. O prêmio é organizado pelo Stockholm International Water Institute (SIWI) desde 1997. Atualmente, 40 países participam do Prêmio Jovem da Água de Estocolmo, dos quais um é o Brasil, que ingressou na competição em 2017.
A etapa brasileira teve cinco finalistas e Manoel venceu os demais competidores com o projeto Rover Aquático. A embarcação navega de forma autônoma (alimentada por bateria ou energia solar) pelos rios e lagos, medindo parâmetros como pH, oxigênio, temperatura e turbidez. Ou seja, o Rover aquático faz o monitoramento de água de forma automática.
“Hoje, quando um órgão público quer analisar a qualidade de água de um rio, são necessários vários profissionais ir ao rio de barco para fazer a coleta de água e depois a análise. Com o equipamento, isso é feito de forma automática e muito mais barata do que outras soluções existentes no mercado”, diz Manoel Nunes.
Segundo o estudante, sua invenção custa R$ 600, na versão movida a bateria, e R$ 1.200 na versão movida a energia solar, enquanto equipamentos semelhantes disponíveis para comercialização custam acima de R$ 10 mil. Além disso, o Rover Aquático tem autonomia de 12 horas com bateria de lítio, podendo chegar a 24 horas com a energia solar.
A final mundial será no dia 27 de agosto, em Estocolmo, na Suécia. Os participantes da etapa internacional concorrem em três categorias: Prêmio Jovem da Água de Estocolmo, Diploma de Excelência e Voto Popular. Os vencedores terão direito a bolsas de estudos em escolas internacionais.
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