
A Federação Paulista de Futebol realizou no último fim de semana (16 e 17) a primeira de duas etapas da Peneira de Futebol Feminino sub-17. O evento, que foi sediado no Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa, conta com recursos da Lei Paulista de Incentivo ao Esporte ( LPIE ).
Em sua quinta edição, a peneira engloba quatro dias (dois finais de semana consecutivos) de futebol com meninas com idade entre 12 e 17 anos, que participam de uma bateria de atividades integrativas ao longo de 3 horas, que incluem teste de fundamentos (passes, finalização), confronto 1 x 1 e o famoso ‘rachão’, com dois times de cinco ou seis atletas para cada lado. Ao todo, 300 jovens se inscreveram para a seleção.
A metodologia da peneira é colocar essas garotas em contato direto com observadores de clubes profissionais ou de projetos sociais que trabalham com o futebol nos mais diferentes níveis. Clubes como Santos e Ferroviária, camisas tradicionais do futebol feminino, enviaram captadores para acompanhar as atividades no primeiro final de semana de bola rolando. Em caso de interesse, o clube aciona a família da atleta e avança com as tratativas de recrutamento.
“Essa peneira é uma maneira de juntar clubes e atletas. Tudo aqui é feito pensando em explorar a parte técnica, a individualidade. É importante que elas consigam ficar o máximo de tempo com a bola”, explica Ana Lorena Marche, diretora de futebol feminino da Federação Paulista de Futebol, que complementa enaltecendo o auxílio da Lei de Incentivo ao projeto. “A gente utiliza a LPIE em diversas outras frentes da Federação. Essa é a primeira vez em uma peneira. Ela é fundamental para o crescimento de todo o futebol feminino no estado.”
‘Meu sonho é ser jogadora e não vou desistir’
Não e só de campo e bola que é feita uma peneira. Esse formato de seleção é recheado também de tensão e ansiedade. Afinal, o candidato tem pouco tempo para mostrar todas as suas qualidades e impressionar os observadores.
Maitê Bueno, 14 anos, saiu de Mairiporã com a missão de dar o primeiro passo rumo ao sonho de ser uma jogadora profissional. Ela vive a expectativa de ser chamada por algum clube nos próximos dias. “Achei a peneira incrível, as atividades foram muito boas. Acho que fui bem, consegui fazer gols. Agora é esperar. Fico na ansiedade de algum clube entrar em contato, não sei se vou dormir direito. Espero que dê certo. Meu sonho é ser jogadora e não vou desistir.”
No próximo final de semana, nos dias 23 e 24, outras 150 garotas com o mesmo sonho de Maitê tentarão a sorte no campo do Centro Olímpico.
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