
Analistas e técnicos ambientais do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), de 04 a 08 de março, aprimoraram e desenvolveram seus conhecimentos sobre Identificação Anatômica de Madeira. A capacitação foi ofertada pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), em parceria com o Serviço Florestal Brasileiro e o Laboratório de Produtos Florestais (LPF). É a primeira vez que o curso é oferecido aos servidores do Amazonas.
O curso, com carga horária de 28 horas, proporciona conhecimento teórico e prático para os servidores entenderem o que deve ser observado na madeira e o que irá ajudá-los a diferenciar uma da outra. Com o apoio desse material o fiscal vai melhorar a sua capacidade de tomar decisões em campo diante de uma apreensão ilegal de madeira.
O diretor-presidente do Ipaam, Juliano Valente, considera a capacitação como algo necessário para os fiscais do órgão pois elevará o nível do analista e técnico e para a expertise em campo. “Nossos fiscais estarão aptos a reconhecerem e conduzirem as apreensões de madeira ilegal com maior autoridade, realizando a destinação do material apreendido de forma ainda mais eficiente”, salientou Valente.
Ao todo, 20 analistas de técnicos das gerências de Controle Florestal (GECF) e de Fiscalização (GEFA) participaram do curso, sendo o segundo ofertado pelo UNODC aos servidores do Ipaam. O primeiro foi realizado em 2023, denominado “Resposta ao Fortalecimento de Combate aos Crimes Florestais”.

Aline Britto, analista ambiental da GECF, ressalta a relevância da capacitação para um fiscal do Ipaam. “Essa é uma necessidade real que a gente tem dentro do órgão para poder, nas apreensões de madeira ilegal, identificar se as madeiras realmente estão de acordo com o Documento de Origem Florestal (DOF) apresentado, pois existem na região, pelo menos três espécies com restrições: Castanheira, Andiroba e Copaíba. É muito importante saber identificar cada espécie”, acrescenta a analista.
Ministrado pelos professores Luiz Fernando Marques e Alexandre Gontijo, o curso envolve teoria e bastante prática, por meio de diversas atividades de identificação de madeira. A parte teórica abrange as terminologias científicas sobre as estruturas anatômicas da madeira, passando pelos diferentes tipos celulares que a compõem, qual a origem da madeira, a anatomia de uma árvore, diferentes famílias, além de gêneros e espécies.
“A partir do momento em que a gente passa essas terminologias, o pessoal começa a aplicá-las para diferenciar as diferentes famílias e outras especificidades da madeira, e dependendo da configuração que essas células assumem dentro de cada espécie é possível separar as madeiras. Por isso trazemos para o curso amostras reais, para que possamos simular situações mais parecidas com o que os fiscais encontram em campo”, informou o analista do LPF, Alexandre Gontijo.
Durante o curso cada aluno recebe um kit com 47 espécies de madeiras para fazer os exercícios práticos. Também uma lupa de mão, uma apostila, uma chave de identificação impressa para espécies parecidas com Mogno e uma chave de identificação eletrônica, que é um aplicativo para auxiliar na identificação, contendo um catálogo com mais de 275 espécies dentre as mais comercializadas.
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