
O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), participou na terça e quarta-feira, 20 e 21, da capacitação “Tráfico de Pessoas e Crimes Correlatos” realizado pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), na sede da Superintendência da Polícia Federal, em Rio Branco.

A OIM é agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para as migrações, sendo o principal organismo intergovernamental no campo da migração, e trabalha em estreita colaboração com parceiros governamentais, intergovernamentais e não-governamentais.
A coordenadora de projetos e chefe do escritório da OIM no Acre, Polyana Ferreira, reitera o papel da organização na construção de uma migração segura, ordenada e regular junto aos parceiros governamentais e sociedade civil no estado.
“Essa iniciativa surgiu do diálogo entre as pessoas que atuam com o tema no estado, que evidenciaram a importância do fortalecimento do trabalho em rede e o aprimoramento das práticas de prevenção”.

Um dos eixos de atuação da OIM é o enfrentamento ao tráfico de pessoas e o contrabando de migrantes por meio do fortalecimento das capacitações dos atores-chave para aprimorar a identificação, assistência e encaminhamento das vítimas de tráfico de pessoas.
O evento contou com a presença de gestores da Diretoria de Direitos Humanos, que atuam desde o atendimento às vítimas, a crimes de exploração, aos direitos das pessoas LGBT+ e outros que têm estreita relação ao enfrentamento ao tráfico de pessoas e crimes correlatos, principalmente nas áreas de fronteira.
A chefe da Divisão de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas da SEASDH, Dina Larissa Fernandes, explica que existem muitos desafios no enfrentamento ao tráfico de pessoas, principalmente devido ao estado se localizar em uma região de fronteira, onde o tráfico de pessoas pode acontecer com diversas finalidades.
“Como exploração sexual, trabalho equivalente ao escravo, remoção de órgãos humanos e adoção ilegal, casamentos arranjados por meio de aliciamento, dentre vários outros crimes correlatos. É fundamental que Estado, prefeituras e instituições possam participar desses momentos importantes, pois é um problema que atinge uma boa parte da população, principalmente as comunidades mais carentes”, ressalta.
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