
Há 12 anos, Alessandra Marinho de Oliveira, de 46 anos, iniciava a vida como merendeira na rede pública de ensino de Marabá. Ela conta que não tinha apreço pela cozinha quando era mais nova. Mas a experiência e o prazer de cuidar dos alunos e das crianças da nossa cidade a fizeram, cada vez mais, gostar do hábito de cozinhar, tornando-se a sua profissão.



“Eu não era de cozinhar. Fui aprendendo com o tempo e aprendi a fazer por carinho com as crianças e aprendi a gostar. É uma satisfação fazer as coisas com carinho. Minha satisfação é fazer as coisas e eles gostarem”, explica Alessandra, ressaltando que já fez cursos na rede de ensino que ajudou a desenvolver mais a técnica.

Alessandra trabalhou na Escola Duque de Caxias durante 10 anos. Mas nos últimos dois anos, iniciou a vida profissional no Centro de Atendimento Especializado na Área da Surdez (Caes), cujo foco é o ensino da primeira língua – a Língua Brasileira de Sinais – e da segunda língua, a portuguesa, na modalidade escrita, para alunos com surdez e deficiência auditiva, trabalhando também com estimulação auditiva (para os deficientes auditivos) e de linguagem.
A mudança de público foi um aprendizado, que ela levará para a vida toda. “Bem diferente trabalhar em uma escola focada em surdos. Não tinha contato com essa comunidade e, quando vi, eu gostei bastante. Aprendi a conhecer, a respeitar. Todos precisam de carinho, tratamento com respeito. Gosto muito aqui do Caes. É muito diferente trabalhar para essa comunidade. Muito feliz de poder contribuir. Aqui as pessoas fazem o trabalho com amor. Todos são bem receptivos e carinhosos”, pondera.
Para ela, uma das maiores tristezas é quando as crianças não gostam da comida. “É raro, mas uma vez fiz mugunzá e eles não gostaram. Fiquei triste. Eles gostam muito quando é cachorro quente. Mas seguimos todo um cronograma alimentar desenvolvido”, argumenta.
A coordenadora do CAES, Michelly Matoso, elogia a disciplina e a boa vontade da profissional. “Ela tem um cuidado tanto na limpeza do ambiente, como na alimentação para os nossos alunos. Então, isso é o que faz total diferença. Ela também tem o principal, que é o amor. Além de sermos colegas de trabalho, também somos amigas. É uma pessoa maravilhosa”, comenta.


Opinião compartilhada também pela coordenadora pedagógica, Georgina Pinheiro. “Trabalhar com a Alessandra é muito favorável, porque ela é uma pessoa extremamente comprometida, responsável, organizada e faz uma merenda deliciosa. As crianças gostam muito dela, é uma pessoa carinhosa. É extremamente prazeroso dividir esse espaço”, pontua.


“Aqui todo mundo trata todo mundo bem. É um ambiente muito bom. A relação com os outros e com os alunos é de acolhimento e carinho”, conclui Alessandra.
Para saber mais sobre o CAES
Por meio de suporte pedagógico e intermediação, CAES e CIL promovem a integração de pessoas surdas
Texto: Osvaldo Henriques
Fotos: Sara Lopes
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