
Começou, neste domingo(18), a primeira edição de 2024 do projeto itinerante Piauí Pet Castramóvel, que acontece no Centro de Educação Ambiental (CEA), na avenida Raul Lopes, em Teresina. O Governo do Estado, por intermédio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), está cadastrando 300 animais, entre caninos e felinos, para castração social, sem custo.
O cadastro é restrito a pessoas de baixa renda. Para ter acesso, é preciso apresentar um número de inscrição no CadÚnico. Durante a inscrição, o animal passa por triagem com médico veterinário, para apontar se está apto à cirurgia.
“Precisa estar com a pele íntegra, se alimentando bem, fezes em bom estado. Vamos também tirar a temperatura e não pode estar acima do peso”, explica Rita de Cássia Lima, médica veterinária da Semarh.
O programa de controle de natalidade é uma estratégia que visa o controle de zoonoses, o bem-estar e a não violência aos animais, combatendo abandono, atropelamento, entre outras formas de violação.
De acordo com o secretário Daniel Oliveira, a meta da Semarh é alcançar 7 mil animais na capital e interior. “Com o controle populacional, a gente consegue cuidar melhor dos animais, as famílias têm mais atenção aos seus próprios animais e evita-se o abandono, que é a principal causa de maus-tratos. Muitas vezes eles [animais] reproduzem e, sem condições de cuidar, os tutores terminam abandonando”, explica o gestor.
O atendimento começou cedo no CEA. Às 8h, já havia fila. Foram distribuídas 150 senhas pela manhã e a mesma quantidade está reservada para o turno da tarde. O atendimento segue até as 18h. “Se tivermos sobra de vagas, vamos destinar a protetores independentes e a ONGs que atuam nesta área, mas a prioridade é para pessoas de baixa renda”, ressalta Ravena Guedes, responsável técnica do Castramóvel.
Isabel Moura, coordenadora da Associação Piauiense de Proteção aos Animais (Apipa), compareceu ao evento. A instituição abriga, no momento, mais de 300 cães e gatos abandonados. Ela classifica a castração social como uma medida “fantástica”. “É um projeto que incluiu a causa animal. É maravilhoso! A gente sonhou com isso a vida toda”, considera a protetora.
Microchip
Após a etapa de cadastro, os tutores serão chamados por clínicas especializadas em castração animal, para a cirurgia. A estimativa é que os procedimentos cirúrgicos iniciem dentro de 15 dias. Os animais receberão um microchip contendo seus dados.
“Se você perder seu animal, o microchip armazenará os dados dele. Se levado a uma clínica com leitor de microchip, consegue-se saber quem é ele, facilitando o contato com os tutores”, acrescenta Rita de Cássia.
O custo de uma cirurgia de castração de cão varia, em média, de R$ 600 a R$ 900, a depender do sexo do animal, sem contar os custos adicionais com anestesia, medicamentos e insumos.
Fabiana Silva, auxiliar de serviços gerais, cadastrou a pinscher Dora nesta manhã. A tutora entende que está contribuindo para o bem-estar da cadela de estimação e não conseguiria pagar pelo procedimento na rede privada.
Expectativa de redução
Em 2023, o Piauí Pet Castramóvel fez cerca de 1.500 cirurgias, somando os atendimentos em Teresina, Picos e Parnaíba. De acordo com o secretário Daniel Oliveira, um estudo realizado em parceria com a Universidade Federal do Piauí aponta que o resultado alcançado no ano passado trará o impacto de 25 mil animais a menos em três anos.
Para 2024, a meta da Semarh é ofertar 1.500 castrações somente na capital. No interior, o serviço será ampliado para municípios como Piripiri e Canto do Buriti.
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