
Em uma iniciativa inovadora, o governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), está promovendo a distribuição de autotestes do vírus da imunodeficiência humana (HIV) à população, visando aumentar a autonomia dos indivíduos, descentralizar os serviços e criar demanda de testes, especialmente entre grupos mais vulneráveis.
O principal objetivo da distribuição dos autotestes é atingir pessoas que necessitam de testes frequentes, devido a maior exposição ao vírus.
Os autotestes estão sendo distribuídos nos municípios de Brasileia, Cruzeiro do Sul, Epitaciolândia, Sena Madureira e Rio Branco. Na capital, os locais onde podem ser encontrados são: Serviço de Assistência Especializada do Acre (SAE), Urap Dra. Claúdia Vitorino e na Urap Francisco Roney Rodrigues Meireles.

“O autoteste está sendo priorizado para os pacientes que fazem uso da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), sendo disponibilizado mediante cadastro. Pacientes em PrEP têm direito ao autoteste, e o Ministério da Saúde envia quantidades reduzidas devido ao prazo de validade, evitando desperdícios. Reforçamos a importância da testagem regular, para combater a disseminação do HIV. Esse é um passo significativo para a promoção da saúde e o bem-estar da população do Acre”, destacou o chefe do Núcleo Estadual de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) da Sesacre, Jozadaque Beserra.
O autoteste é uma ferramenta simples, permitindo que a própria pessoa o realize em casa ou em qualquer lugar, de forma autônoma e no momento que preferir. O procedimento é semelhante aos testes rápidos realizados em serviços de saúde, podendo-se utilizar fluido oral ou sangue, dependendo do tipo de teste escolhido. O processo é intuitivo e fácil de interpretar.

Os resultados possíveis do autoteste são categorizados como “reagente” (positivo) ou “não reagente” (negativo). Caso o resultado seja “reagente”, indicando possível infecção pelo HIV, a pessoa deve procurar um serviço de saúde para realizar outros testes confirmatórios.
Em situações de resultado “não reagente”, o corpo não possui anticorpos contra o HIV no momento do teste. A recomendação é continuar a proteção e adotar a prevenção como um estilo de vida, utilizando preservativos e outras formas de prevenção, como PrEP ou Profilaxia Pré-Exposição (PEP), quando necessário.
Se o teste for considerado “inválido”, deve-se descartá-lo e realizar um novo teste. Problemas de má manipulação ou situações adversas podem levar a resultados “indeterminados”. Em caso de dúvida sobre a exposição ao vírus, é encorajado fazer o teste para assegurar a proteção pessoal.
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