
Foto: Daniel de Granville / Instituto Espaço Silvestre
Extintos há cerca de 260 anos, os bugios-ruivos estão de volta às florestas da Ilha de Santa Catarina. A soltura dos bugios em Florianópolis, iniciativa da ONG Instituto Espaço Silvestre por meio do Programa Silvestres SC, contou com o apoio do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) e ocorreu na última quinta-feira, 11, no Parque Estadual do Rio Vermelho. Os animais estavam no Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres de Santa Catarina (Cetras), localizado dentro do parque, gerido pelo IMA, e passaram por um processo de reabilitação ao longo de mais de quatro anos para estarem aptos a iniciar o processo de soltura.
O objetivo maior é que os bugios restabeleçam uma população viável a longo prazo na ilha e que o seu retorno recupere certas interações ecológicas perdidas com a extinção do primata no local.
“É um momento muito importante para o IMA. Durante todo o tempo em que os animais estiveram em reabilitação no Cetras, que foram longos quatro anos, o objetivo sempre foi viabilizar a soltura, e graças a parceria do IMA com o Instituto Espaço Silvestres e o Projeto Silvestres SC, esse momento chegou e nos emociona muito, pensar que o bugio fará novamente parte da nossa fauna e poderá viver livremente na natureza, é muito gratificante”, comentou a diretora de Biodiversidade e Florestas do IMA, Sabrina Nunes Cataneo Maestri.

Estima-se que os bugios-ruivos (Alouatta guariba), nativos da Mata Atlântica, foram extintos na Ilha catarinense há cerca de 260 anos, quando foi feito o último registro conhecido da espécie na ilha.
No primeiro momento, a soltura foi de três indivíduos: Sem Cauda, Ranhento e Ruivo. Dois machos e uma fêmea, todos adultos. Nesta segunda-feira, 15, mais três bugios foram enviados para o recinto de adaptação. A diretora do Silvestres SC, Vanessa Tavares Kanaan, conta que outras cinco solturas de bugios-ruivos já estão previstas neste primeiro semestre do ano.
Antes de voltar à floresta, na reabilitação, o trio passou por dezenas de exames clínicos e veterinários e aprenderam habilidades comportamentais importantes para sobreviver na natureza. Além disso, os macacos foram vacinados contra a febre amarela, doença letal para os bugios. Na reta final pré-soltura, passaram cerca de um mês num recinto de aclimatação, para se adaptar à floresta que agora podem chamar de lar.
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