
O prato mais consumido na hora do almoço no box 1 do Mercado Beira-Rio, localizado às margens do Rio Juruá, em Cruzeiro do Sul, é feito pelas mãos de dona Rocilda Melo. De formacaseira, ela frita o peixe e depois monta o prato, acrescentando porções de arroz, feijão, farofa e salada. No paladar, a mistura dos alimentos gera uma experiência de sabores que atraem cruzeirenses e moradores de outras regiões do Acre, além de turistas do restante do planeta.

“Muito saboroso e com preço bom”, relata o agricultor José Cleudemir da Silva, que, acompanhado do filho de cinco anos, dá uma paradinha no local para apreciar a culinária e, consequentemente, fazer a reposição de carboidrato, proteína, vitaminas, minerais e fibras, que são alguns dos nutrientes presentes no alimento.

Além do peixe, Rocilda comercializa café da manhã, sopa, galinha caipira e pratos feitos a partir de carne vermelha, como assado de panela, bife, bisteca e carne na chapa. Os sabores próprios da Floresta Amazônica garantem o sustento da família da comerciante há 17 anos. “Por mês, chego a faturar mais de R$ 5 mil”, informa.
O dinheiro que entra mensalmente no orçamento familiar possibilita que Rocilda vá ao comércio local e realize compras da cesta básica, eletrodomésticos, vestimentas e outros itens, gerando movimento à economia local. “Eu me sinto realizada. De segunda a sábado, levanto cedinho e venho fazer o que mais gosto na vida”, declara.

A poucos metros dali, encontra-se o Centro Comercial de Produtos Regionais de Cruzeiro do Sul, o antigo Samambaia, onde produtos conhecidos são comercializados, como é o caso da farinha de Cruzeiro do Sul.

O cliente que adentra ao mercado é atraído pelo cheiro típico e diversidade das mercadorias. “Além da nossa famosa e saborosa farinha, vendemos biscoito de goma, rapadura, farinha de tapioca, óleos de copaíba, andiroba e coco, mel de abelha e outros”, relata o comerciante Francisco da Costa. “Essas aqui [aponta os produtos] são rapaduras feitas a partir da mistura com amendoim e banana. Posso garantir que são deliciosas”, anuncia, aos apaixonados pelos produtos da região.

O negócio ajudou Francisco a superar momentos difíceis e conferiu a ele estabilidade financeira. “A casa própria e outros sonhos meus, da minha mulher e de nossos filhos são realizados com o que ganho aqui. A terra em que vivo é a mesma que me sustenta, por isso sou um cruzeirense feliz e grato”, diz.
Cruzeiro do Sul, também conhecida como “princesinha do Vale do Juruá”, destaca-se no Acre como uma região de características naturais peculiares e vasta riqueza cultural. O governo do Estado tem explorado o potencial do município de atrair os olhares externos, incentivando a comercialização e valorização dos produtos da região, com a meta de acelerar o processo de desenvolvimento econômico e social dos quase 100 mil cruzeirenses.

“Cruzeiro do Sul é o polo econômico do Juruá, e desenvolver o município se torna política estratégica para gerar novas oportunidades e renda aos acreanos. Nossa gestão entende que a comercialização e valorização dos produtos da região são caminhos rentáveis, e com união vamos melhorar ainda mais a vida de quem habita na minha querida terra”, destaca o governador Gladson Cameli.
A manutenção de estradas vicinais é essencial para garantir o escoamento ágil e seguro da produção da farinha, do biscoito de goma, da rapadura e da criação de galinha caipira, entre outras mercadorias. Por meio do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre), o trabalho é executado de janeiro a janeiro.
“É determinação do governador Gladson Cameli que o Deracre dê uma atenção especial ao produtor rural, possibilitando que se desloque dos ramais ou propriedades rurais até os mercados de Cruzeiro do Sul, para a venda de produtos de qualidade. Somente este ano, foram mais de 850 quilômetros de ramais melhorados”, informa José Mauri Barboza, gerente regional do Deracre no Juruá.

Outra iniciativa de destaque é a Expoacre Juruá. Considerada a principal vitrine da região para expor as riquezas locais, a realização do evento estimula o crescimento da economia cruzeirense e promove a divulgação da cultura desse rincão do Brasil para outros cantos do planeta. Em cada edição, a feira agropecuária gera milhões em movimentação financeira.

O etnoturismo e o turismo de base comunitária são alternativas econômicas desenvolvidas pelo governo para promover a cultura da região. Além do fomento e divulgação da cultura dos povos originários e da fauna e flora do município, o turismo sustentável gera possiblidades de abertura de novos mercados para os produtos da região.
“Ninguém governa sozinho”. A frase, frequentemente proferida pelo governador Gladson Cameli, é vista na prática, sobretudo quando se trata da meta do Estado de alavancar o patamar social de quase um milhão de acreanos.

Na edição deste ano do Festival da Farinha, o governo do Estado uniu-se à gestão municipal para fortalecer a atividade que fomenta a comercialização do principal produto da economia de Cruzeiro do Sul. De acordo com a organização, a receita gerada durante os quatro dias de evento ultrapassou os R$ 2,5 milhões.

Além disso, o Estado apoia outras atividades do município, que têm o objetivo de desenvolver a economia da segunda maior cidade acreana. “A parceria com governo é importante, pois melhora o fluxo do comércio local e prepara o nosso produtor para desenvolver o seu negócio. A união entre as esferas auxilia a vida das pessoas”, observa Eutimar Sombra, secretário municipal de Agricultura, Pesca e Abastecimento.












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