
Recursos
Um dos pré-projetos apresentados cria a Política Nacional de Combate à Violência em Âmbito Escolar. Pelo texto, o governo deverá investir 5% dos recursos do fundo nacional de segurança pública em ações de proteção e segurança das escolas.
A proposta também sugere o pagamento de uma pensão especial (um salário mínimo mensal) a estudantes, professores e demais profissionais da educação vítimas de incidentes em escolas. No caso de óbito, conforme a medida, a pensão deverá paga a pais, irmãos, cônjuges, companheiros, dependentes ou herdeiros necessários.
Provedores de internet
Outra sugestão de projeto de lei estabelece medidas a serem adotadas por provedores de internet. A proposta prevê, por exemplo, que as empresas deverão monitorar conteúdos impulsionados ou publicitários que possam caracterizar violência em âmbito escolar ou façam apologia e incitação a esses atos.
Os provedores também terão de remover de forma imediata, após notificação, conteúdos que caracterizem ou estimulem a violência em âmbito escolar.
Caso não cumpram essas determinações, as empresas terão responsabilidade solidária no caso da ocorrência de crimes.
Saúde mental
Consta ainda entre as medidas propostas o aumento em 5% do número de psicólogos e assistentes sociais contratados na rede pública de ensino básico até o final do novo plano nacional de educação, em 2034. De acordo com o relatório, problemas psicológicos e relacionados à saúde mental são relativamente comuns entre os perpetradores de ataques.
Segurança e capacitação para emergências
Os deputados do grupo de trabalho ainda fizeram outras sugestões, como a adoção de medidas de segurança nas escolas. Também sugerem ao Governo Federal que estabeleça protocolos e planos de contingência de incidentes de violência na rede de ensino para servirem de orientação os estados e municípios.
O grupo ainda sugere que a União estimule os demais entes federados a tomarem medidas como a criação de centros capacitados para lidar com emergências e de laboratórios digitais de prevenção e combate a crimes no ambiente escolar.
Senado
Na opinião do deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ), embora não esgotem o assunto, as medidas sugeridas pelo grupo são um passo importante para o combate à violência no âmbito escolar.
“Não vai resolver todos os problemas, mas o relatório é um passo decisivo e importante daquilo que a gente já devia ter feito. Esperamos que o Senado Federal dê prosseguimento a isso, que o MEC, o Ministério da Justiça o Governo Federal deem prosseguimento a isso, associados às várias outras iniciativas que aconteceram. São iniciativas legislativas, na minha opinião, muito positivas”, afirmou.
O coordenador do grupo, deputado Jorge Goetten (PL-SC), relatou que o presidente do Senado, senador Rodrigo Pacheco, se comprometeu “a cuidar pessoalmente” do andamento das medidas aprovadas pelo grupo na Câmara quando chegarem à Casa revisora.
O grupo de trabalho sobre violência nas escolas foi criado em julho deste ano, em virtude principalmente do ataque à creche Cantinho Bom Pastor, em Blumenau (SC), no dia 5 de abril. Com a aprovação do relatório, o grupo encerrou os trabalhos.
Câmara Projeto cria regime especial de sanções ambientais para pequenos produtores
Câmara Projeto prevê aposentadoria mais justa para quem foi prejudicado por regra do INSS
Câmara Comissão aprova pensão especial para dependentes de policiais mortos em serviço
Câmara Câmara pode votar programa para pessoas com epilepsia e outras propostas nesta quinta-feira
Câmara Relator diz que renegociação de dívidas de produtores não é “pauta-bomba”
Câmara Câmara pode votar crédito para exportação e projetos sobre epilepsia e abandono de animais
Câmara Comissão mista vota nesta quarta-feira relatório sobre repasse de recursos das bets para a PF
Câmara Comissão aprova projeto que permite a prefeituras vender ônibus escolar adquirido com recursos federais
Câmara Comissão aprova prioridade em abrigo para idoso vulnerável sem família que possa cuidar dele Mín. 24° Máx. 26°