
A Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa) celebra sua rica trajetória musical com o lançamento do Memorial da Ospa, que será inaugurado em um evento para convidados nesta terça-feira (14/11) e aberto ao público a partir de 21 de novembro. O espaço será dedicado à preservação de documentos e materiais que narram as mais de sete décadas de história da instituição.
Após um processo cuidadoso de catalogação e sistematização dos arquivos, milhares de itens produzidos pela Ospa ao longo de 73 anos estarão acessíveis para o público. Esse mergulho no acervo permitiu a construção de uma narrativa coesa que reflete não apenas a evolução da Ospa, mas também momentos marcantes da cultura musical de Porto Alegre.
Coordenado pelo curador Paulo Amaral e com pesquisas de José Francisco Alves e Dorvalina Gomes, o Memorial da Ospa é resultado de um trabalho que começou há mais de três anos. A equipe se dedicou a catalogar e a organizar o acervo da orquestra desde 1950, ano de sua fundação, até os dias atuais. Foram reunidos programas de concertos, cartas, documentos, contratos, registros de viagens, fotografias e partituras, além de figurinos e desenhos de cenário para óperas.

O presidente da Fundação Ospa, Gilberto Schwartsmann, destaca a humanização da história como fundamental para se criar uma identidade cultural sólida, enfatizando a importância de se entender o passado para uma apreciação mais profunda da música e da arte.
“O memorial dá uma sensação de pertencimento. Eu acho que é fundamental, porque quando as pessoas visitam esse tipo de exposição e percebem tudo o que aconteceu para que a instituição chegasse ao ponto em que está hoje, elas se sentem mais participantes, mais responsáveis. Elas começam a se identificar. Assim, é possível criar uma sensação de que o que nós fazemos em cultura tem consequências e envolve a todos”, afirmouSchwartsmann.
Para o curador do Memorial da Ospa, Paulo Amaral, a apresentação que aborda a história desde a fundação da orquestra se preocupa em evidenciar figuras importantes no desenrolar das sete décadas da instituição, como o primeiro maestro, Pablo Komlós, e o primeiro presidente, Moisés Velinho. Também estão inseridos no memorial todos os músicos que já passaram pela orquestra e os que fazem parte do grupo atual, além dos concertos já realizados. Todas essas informações foram compiladas em uma linha do tempo e em uma mesa interativa.
Amaral também desta o valor histórico do memorial ao sistematizar o vasto acervo da Ospa, oferecendo uma narrativa lógica e contínua. O curador ainda expressa o desejo de que o memorial não apenas atraia pesquisadores, mas também sirva como uma ferramenta educativa para estudantes que buscam compreender mais profundamente o funcionamento da orquestra.

“A Ospa tinha tudo isso guardado, mas nada sistematizado. Nada estava definido de uma maneira histórica, em uma linha de tempo. Esse é o valor que a gente deve trazer para esse memorial, exatamente sistematizar isso, dar uma narrativa contínua e lógica para esses assuntos. E isso vai servir para pesquisadores, mas o grande desejo nosso é que estudantes que venham a visitar esse memorial possam compreender melhor como funciona a nossa orquestra”, reforça Amaral.
O design expositivo, liderado por Ceres Storchi e Emily Borghetti, foi fundamental para criar uma experiência envolvente. A linha do tempo na parede, uma mesa interativa e um diorama que simula uma orquestra são elementos que se combinam para proporcionar uma imersão completa na rica história da Ospa.
Exposição de figurinos de ópera
A equipe de produção artística da fundação preparou uma exposição especial para a abertura do Memorial da Ospa. Intitulada Tecendo Histórias, a mostra tem a curadoria de Brenda Knevitz e Letícia Battassini e expografia de Daniel Lion. Ela ficará aberta ao públicode 16 de novembro a 9 de dezembro.
São oito figurinos de óperas realizadas pela Ospa nos últimos anos, incluindo vestidos, saias e smokings do acervo da fundação. Os itens foram vestidos por protagonistas, coadjuvantes e coralistas dos espetáculos Orfeu e Eurídice (2019), O Acordo Perfeito (2021), A Viúva Alegre (2022), O Morcego (2022) e Os Bacharéis (2023).
MEMORIAL DA ORQUESTRA SINFÔNICA DE PORTO ALEGRE
Onde: Casa da Ospa (av. Borges de Medeiros, 1.501, Porto Alegre)
Quando: A partir do dia 21 de novembro
Visitação: De terça-feira a sexta-feira, das 12h às 17h; nos dias de concerto, das 12h até o fim do espetáculo
Visitas guiadas para escolas: Entre 21 de novembro e 8 de dezembro de 2023, de terça-feira a sexta-feira (10h, 14h ou 16h), mediante agendamento pelo e-mail atendimento.ospa@gmail.com
Estacionamento: Gratuito, no local
Classificação indicativa: Livre
Entrada Gratuita
EXPOSIÇÃO TECENDO HISTÓRIAS
Onde: Saguão da Casa da Ospa (av. Borges de Medeiros, 1.501, Porto Alegre, RS).
Quando: 16 de novembro a 9 de dezembro
Visitação: De segunda-feira a sexta-feira, das 8h30 às 18h; nos dias de concerto, das 12h até o fim do espetáculo
Entrada Gratuita
Texto: Thales Moreira/Secom e Ascom Ospa
Edição: Rodrigo Toledo França/Secom
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