
Em alusão ao Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil (12 de Junho), a Prefeitura Municipal de Alagoinhas, por meio da Secretaria de Assistência Social (SEMAS), realiza uma série de ações para conscientizar a comunidade sobre esse tema delicado e urgente. A proposta é sensibilizar, informar, debater e dar destaque ao combate a essa violação de direitos de crianças e adolescentes, potencializando os esforços para acelerar a erradicação do trabalho infantil no município.
A programação começou nesta segunda-feira (05), na Escola Estadual Júlio Leal Araújo (Mangalô), e segue até o dia 29 de junho, com a participação do CREAS, do Conselho Tutelar, do CRAM, do CIAS, do Programa Criança Feliz, do projeto Tambores Abençoados e da Comissão de Defesa e Proteção da Criança e do Adolescente da OAB – Subseção Alagoinhas. Até quarta-feira (07), a iniciativa acontece em escolas públicas.
No dia 14 de junho será realizado o Rolê da Prevenção, no Terminal Coletivo e na Central de Abastecimento, e no dia 16 também acontece uma grande mobilização na Central, “onde se concentra o maior índice de Trabalho Infantil aqui em Alagoinhas”, informou a Coordenadora da Proteção da Criança e do Adolescente, da Diretoria de Diretos Humanos da SEMAS, Rita de Cássia Cerqueira. A ação dessa segunda contemplou 85 estudantes e contou com a participação da psicóloga Sarah Almeida, da assistente social do CREAS Caroline Cardoso e dos Conselheiros Tutelares Genivaldo Santos e Ivonildo Alves, além do grupo musical da Pestalozzi.
“Lugar de criança é na escola! Precisamos alertar a sociedade sobre essa problemática, por isso montamos essa programação completa. Trabalho Infantil não é brinquedo!”, complementou a coordenadora. Entre os dias 26 e 29 de junho, a iniciativa também acontecerá nos CRAS.
Para a professora Nívea Bispo, que leciona nas turmas do 8° e 9 °ano da Júlio Leal, esse foi o primeiro passo para tratar um assunto tão complexo. “Esse é um passo importante para que eles tenham acesso a esse assunto que faz parte da realidade desses alunos, que vivem em condições de vulnerabilidade, pois aqui é uma escola de periferia”. A docente ainda alertou que muitos dos estudantes acabam trabalhando para ajudar a família, sobretudo na feira e na construção civil. “Eles são sujeitos desse processo e a tomada de consciência é o primeiro passo para uma mudança”.
A estudante do 9° ano, Graziele Rayana (16 anos), disse que “nós temos que nos concentrar em nossos estudos para que possamos ter um trabalho digno no futuro e não perder o nosso tempo de adolescente na lida”. Ela também contou que fará um alerta aos familiares e vizinhos, multiplicando o conhecimento recebido.
Fotos: Roberto Fonseca
Confira a programação completa:
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