
Foto: Luiz Vianna/Epagri
Nos municípios de Siderópolis, Turvo e Praia Grande, no Sul Catarinense, a produção de banana consorciada com a palmeira-juçara e do café arábica sombreado por espécies nativas são exemplos bem-sucedidos da utilização dos Sistemas Agroflorestais (SAF) em propriedades rurais familiares na região litorânea. Essas experiências garantem renda ao produtor com a oferta de produtos diversificados, bem como contribuem para a conservação do solo e da água, promovem a biodiversidade no campo e minimizam a emissão dos gases de efeitos estufa.
Quem assegura isso é o pesquisador da Epagri/Ciram Fábio Zambonim, coordenador da pesquisa que está identificando as experiências com Sistemas Agroflorestais em Santa Catarina para construir uma base de dados que vai subsidiar recomendações técnicas para a promoção desses sistemas de produção no Estado. “Os SAFs são considerados sumidouros de carbono, principalmente pelo estoque de carbono presente no componente arbóreo e no solo”, esclarece.
Fábio explica que os SAFs são definidos como formas de uso e manejo dos recursos naturais, nos quais espécies lenhosas (árvores, arbustos, bambus e palmeiras) são utilizadas em associações com cultivos agrícolas e/ou produção de animais, de maneira simultânea ou sequencial, para se tirar benefícios das interações ecológicas e econômicas resultantes.
“Por permitirem a produção agropecuária e geração de renda concomitantemente à oferta de serviços ecossistêmicos, os SAFs podem ser utilizados como estratégia para adequação ambiental de propriedades rurais familiares, como, por exemplo, a recuperação de margens de rios ou topo de morros cujo uso esteja em desconformidade com a legislação ambiental”, diz.

Visita às propriedades
Essess sistemas de produção dos municípios do Sul Catarinense foram verificados in loco nas propriedades rurais familiares entre os dias 28 e 31 de março, em visita pelos pesquisadores Fábio Zambonim e Luiz Fernando Vianna (Epagri/Ciram), Tássio Dresch (Estação Experimental da Epagri em Lages) e Keny Mariguele (Estação Experimental em Itajaí), em parceria com os extensionistas rurais dos escritórios municipais da Epagri e com os técnicos de ONGs locais.
A ação faz parte do projeto de pesquisa “Construção de uma base de informações como subsídio à adequação ambiental e à adoção de sistemas produtivos conservacionistas em propriedades rurais familiares em SC”, financiado pela Fapesc.
Mais informações e entrevistas
Fábio Zambonim, coordenador da pesquisa
(48) 3665-5160 / [email protected]
Informações para a imprensa
Gisele Dias, jornalista
(48) 3665-5147 / 99989-2992
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