
Centro de Parto Normal Intra-hospitalar oferta suítes diferenciadas e tratamento multicultural
“É um lugar realmente diferenciado”. Esse é o relato da vendedora Rugleicy Gonçalves, de 24 anos, que deu à luz a pequena Maria Cecília, um dos primeiros bebês a nascer no Centro de Parto Normal Intra-hospitalar (CPNI) do Instituto da Mulher Dona Lindu. A unidade foi inaugurada em novembro de 2021, pelo governador Wilson Lima, e em apenas três meses de funcionamento já realizou mais de 50 partos normais, carregando o conceito de oferecer um tratamento humanizado e multicultural às gestantes que chegam à instituição.
Maria Cecília nasceu 20 dias após o lançamento do CPNI, o segundo inaugurado na rede estadual de saúde, e que busca estimular as gestantes a optarem pelo parto normal, com o mínimo de intervenção possível, cumprindo todos os protocolos operacionais de procedimento com segurança.
“Quando chegamos lá tivemos uma recepção maravilhosa, diferente das outras, não as colocando de lado, mas foi superdiferenciado o atendimento na Dona Lindu”, afirmou Rugleicy.
A bebê e a mãe contaram com uma das quatro suítes equipadas e uma equipe multiprofissional composta por enfermeiros obstetras e técnicos de enfermagem, além da equipe de retaguarda, formada por médicos obstetras, pediatras, fisioterapeutas, psicólogos e assistentes sociais.
“Elas [enfermeiras] sempre respeitaram a minha vontade, durante os procedimentos elas perguntavam, e foi tudo o que uma mulher grávida, num momento desse, precisa. Fui super-respeitada, foi parto natural, bem cuidadosas com a gente, comigo principalmente”, relatou a mãe.
As parturientes que adentram ao CPNI contam com um atendimento que engloba um protocolo multicultural, para mulheres indígenas, estrangeiras, brasileiras e surdas, com suporte de tradução para as línguas inglesa, espanhola, tikuna e Língua Brasileira de Sinais (Libras).
“O Amazonas tem investido na enfermagem obstétrica, o Governo do Estado e o Ministério da Saúde acreditam muito que o profissional de saúde pode realizar as boas práticas e fazer com que esse parto seja único na vida de uma mulher, que cada parto seja um novo parto, seja um novo momento”, afirmou Gracimar Fecuri, gerente de Enfermagem do Dona Lindu.
O CPNI também oferta a experiência de parto na água, além de outras modalidades, como o parto vertical, com a parturiente em pé, sentada, ou ajoelhada, propício à gravidade.
O CPNI conta com quatro suítes, sendo uma delas temática, atendendo mulheres de culturas indígenas e quilombolas.
Cada uma das salas de parto tem decoração temática para acolher as mães e a família durante o trabalho de parto, além de oferecer serviços de musicoterapia, reflexologia e escalda-pés.
Para a mãe da Maria Cecília, trazer a filha ao mundo em um local humanizado e confortável fez toda a diferença.
“Tive muita ajuda, só tenho que agradecer. E eu falo para as meninas que me ajudaram que eu fico lisonjeada. Eu nem queria sair de lá, é sério, é tão bom e tão aconchegante. Brinquei que queria engravidar de novo só para ficar lá naquele lugar!”, contou.
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