
Neste sábado (66), a Casa do Autista de Maceió abre novamente as portas para receber famílias alagoanas em um dia especial de acolhimento, serviços gratuitos, informação e convivência. Das 8h às 14h, a unidade reúne em um só lugar atendimentos de diferentes áreas e a Feira das Mães Atípicas Empreendedoras, criando um espaço para cuidar das famílias, facilitar o acesso a serviços e também valorizar mulheres que transformaram o empreendedorismo em fonte de renda e fortalecimento.
A iniciativa, que caminha para o 4º sábado seguido, é uma oportunidade de resolver diferentes demandas sem precisar percorrer vários pontos da cidade. É também uma chance de encontrar outras famílias que vivem desafios semelhantes e compartilhar experiências.
“Esse espaço veio para agregar, veio na hora certa, porque a comunidade precisa muito. Eu acho que a inclusão começa assim: as pessoas conhecendo. Quem não tem um autista na família pode vir, conhecer, se informar, buscar o conhecimento sobre a causa”, diz Leia Lemos, moradora do Petrópolis e mãe dos gêmeos Lucca e Luigi, de 8 anos.
Entre 8h e 14h, os visitantes poderão buscar serviços como emissão da Carteira da Pessoa com Deficiência, vacinação, cartão de estacionamento para pessoas com deficiência, atualização e inclusão no Cadastro Único, orientações sobre BPC e assistência social, aconselhamento jurídico, atendimento médico e encaminhamentos para outros serviços da rede pública. Também haverá corte de cabelo e atividades de convivência.
A programação inclui ainda a Feira das Mães Atípicas Empreendedoras. O espaço dá visibilidade aos produtos e trabalhos desenvolvidos por mães que conciliam os cuidados com os filhos e a busca por autonomia financeira.
Para Camila Calheiros, moradora da Jatiúca, empreendedora e mãe de um menino autista de 6 anos, participar da feira é também uma forma de se sentir pertencente. “Sou mãe atípica, sou empreendedora, tenho um filho de 6 anos e estou aqui para aproveitar esse espaço acolhedor, onde as mães atípicas estão expondo seus trabalhos. Isso para a gente é muito importante porque a gente se sente privilegiada e acolhida por ter uma família atípica”, conta.
Com uma equipe multiprofissional formada por médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, pedagogos, musicoterapeutas, nutricionistas, enfermeiros, assistentes sociais e educadores físicos, a Casa do Autista ampliar o cuidado oferecido às crianças e adolescentes com TEA e às suas famílias.
Camila Porciúncula, diretora-presidente do Maceió Saúde, ressalta que a abertura aos sábados amplia a aproximação da Casa com as famílias e permite que diferentes necessidades sejam atendidas em um mesmo espaço. “A nossa proposta é fazer da Casa do Autista um espaço cada vez mais acessível às famílias. Abrir as portas em um sábado significa criar uma oportunidade para que mais pessoas possam conhecer os serviços, buscar orientação, resolver demandas e, ao mesmo tempo, participar de uma programação de convivência e valorização das mães atípicas”, destaca.
A gerente-geral da Casa do Autista, Fabiana Lisboa, lembra que a programação foi pensada para unir atendimento e acolhimento. “Queremos que as famílias venham, conheçam a Casa, utilizem os serviços e percebam que este também é um espaço de convivência. A Feira das Mães Atípicas Empreendedoras tem um significado muito especial porque valoriza mulheres que, mesmo diante dos desafios da rotina de uma família atípica, encontram no empreendedorismo uma forma de construir autonomia e fortalecer outras mães”, complementa.
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