
Pela primeira vez, a educação inclusiva passa a ser tratada como uma política pública estruturante em Porto Velho. Em vez de ações isoladas, a Prefeitura da capital inicia a implantação de um modelo permanente de fortalecimento da rede municipal, voltado à ampliação do atendimento de estudantes neurodivergentes e com deficiência.
Como parte dessa estratégia, o prefeito Léo Moraes sancionou a lei que cria 771 bolsas acadêmicas para atuação na educação inclusiva. A iniciativa permitirá que acadêmicos, após uma formação de 200 horas, passem a atuar diretamente nas escolas municipais, oferecendo suporte técnico e pedagógico às equipes de ensino.
Os residentes irão auxiliar na elaboração e execução do Plano de Ensino Individualizado (PEI), no funcionamento das Salas de Recursos Multifuncionais, no apoio individualizado aos estudantes, na aplicação de avaliações e no atendimento aos pais e responsáveis de crianças atípicas.
Para o secretário municipal de Educação, Giordani Lima, a medida representa uma mudança de paradigma na forma como a inclusão é tratada na rede pública.
"Estamos estruturando uma rede preparada para garantir que as crianças neurodivergentes tenham cada vez mais acesso à aprendizagem, ao acompanhamento especializado e a uma educação verdadeiramente inclusiva. O objetivo é oferecer suporte não apenas aos alunos, mas também aos professores e às famílias, fortalecendo todo o ambiente escolar."

O prefeito Léo Moraes destacou que a criação das bolsas integra um conjunto de políticas públicas que vêm transformando o atendimento às pessoas com deficiência no município.
"A inclusão deixou de ser apenas um discurso e passou a ser prioridade da nossa gestão. Estamos investindo em estrutura, profissionais e políticas permanentes para garantir que nenhuma criança fique para trás. Essa lei representa um passo histórico para a educação de Porto Velho e reforça nosso compromisso com uma escola mais humana, acessível e preparada para atender todos os estudantes."
A criação das bolsas integra um conjunto de ações que colocam Porto Velho em posição de destaque na Região Norte. A capital foi a primeira cidade da região a implantar o Espaço Acolher, ambiente especializado de atendimento às famílias atípicas, e também o primeiro município a disponibilizar um ônibus multissensorial adaptado para o transporte de pessoas neurodivergentes até consultas, terapias e demais atendimentos especializados.
Nos últimos meses, a Prefeitura também realizou a entrega de kits inclusivos para estudantes, ampliou o número de Salas de Recursos Multifuncionais na rede municipal de ensino, implantou a Carteira Municipal de Identificação da Pessoa com Deficiência e colocou em prática diversas ações voltadas à inclusão e à acessibilidade.
As inscrições para o processo seletivo dos residentes serão abertas em breve, com edital a ser divulgado pela Prefeitura de Porto Velho.
Texto:João Paulo Prudêncio
Fotos: José Carlos
Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)
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