
Com participação em mais de 300 ações, sua trajetória reúne técnica e precisão para o combate ao narcotráfico
Com oito anos de idade, Shiryu transformou o cenário de combate ao crime organizado no estado desde que chegou ao canil da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), ainda com um ano de vida. De raça pastor Belga Malinois, o cão policial (K9) se consolidou como um dos aliados mais importantes e precisos da instituição e, nesta segunda-feira (18), ele completa seu oitavo aniversário.
Aliando seu faro apurado a uma missão dada, o K9 Shiryu demonstra foco absoluto no cumprimento do seu dever: auxiliar na busca de entorpecentes e substâncias ilícitas. Durante sua trajetória, que já soma mais de 300 acionamentos, o agente de quatro patas demonstrou ser veterano no Núcleo de Operações com Cães (NOC), da Delegacia de Narcóticos (Denarc).

A versatilidade do seu trabalho percorre da Capital aos pontos mais remotos do interior cearense, dependendo da necessidade de cada ação policial. Além disso, o cão farejador também participa de ações integradas com a Polícia Militar do Ceará (PMCE) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF), sendo clara a regra: se a missão exigir um faro imbatível para desarticular o tráfico de drogas, Shiryu estará atuando.
Com a maturidade do trabalho desempenhado pelo cão policial, resultados históricos para a segurança pública do Ceará foram alcançados nestes oito anos de vida e trabalho do Shiryu. Uma ofensiva policial, deflagrada pela Delegacia de Narcóticos, em dezembro de 2025, levou à localização de quase 1.5 tonelada de entorpecentes em uma residência no município de Pindoretama, pertencente à Área Integrada de Segurança Pública 15 (AIS 15) do estado. Nesta ação, o agente K9 participou de sua maior apreensão.

Capaz de detectar até 12 tipos de substâncias entorpecentes, o treinamento do Shiryu é fundamentado em técnicas de condicionamento associativo e no reforço positivo, nas quais o cão aprende a identificar odores específicos e, ao associá-los, recebe uma recompensa.
Danny Nixon, agente da Polícia Civil que coordena os treinamentos, salienta que o estímulo de recompensa utilizado no adestramento do Shiryu é uma bolinha, objeto pelo qual o animal possui elevado interesse e motivação. “Durante os treinamentos, o cão associa o odor-alvo à possibilidade de brincar com seu brinquedo favorito. Assim, ao encontrar o entorpecente, ele entende que executou corretamente a atividade e recebe imediatamente a recompensa”, complementa.

O treinador ressalta, ainda, que o trabalho do cão farejador ocorre exclusivamente pela associação entre o odor e o reforço positivo, sem qualquer contato direto com a droga para fins de consumo. Desse modo, a metodologia aplicada no adestramento é técnica, segura e amplamente utilizada por unidades especializadas de segurança pública em todo o mundo.
Situado na Delegacia de Narcóticos (Denarc), é no canil da Polícia Civil do Estado do Ceará que ocorrem os bastidores do rigoroso trabalho que leva à excelência demonstrada pelo Shiryu nas ruas. Neste espaço, acontecem as atividades de refinamento das habilidades operacionais do cão policial, além dos cuidados de assistência veterinária.

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