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Hantavírus reacende alerta no Brasil e exige prevenção em viagens, áreas rurais e ambientes fechados.

Viajantes devem redobrar o cuidado em galpões, depósitos, áreas com lixo, alimentos expostos e locais com vestígios de ratos, além de monitorar febre, tosse seca e falta de ar após exposição de risco.

08/05/2026 às 19h48
Por: Fábio Costa Pinto Fonte: Gueratto Press
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Foto: Divulgação / Assessoria.
Foto: Divulgação / Assessoria.

surto de hantavírus associado ao navio MV Hondius, após viagens pela América do Sul e pelo Atlântico, voltou a acender um alerta sobre uma doença pouco frequente, mas potencialmente grave. Diferente de vírus respiratórios de ampla transmissão, como gripe e Covid-19, o hantavírus não costuma se espalhar facilmente entre pessoas. O risco principal está no contato com urina, fezes ou saliva de roedores infectados. Humanos adoecem ao inalar aerossóis dessas secreções, sobretudo em locais fechados, pouco ventilados e com infestação ativa. No Brasil, a hantavirose é considerada rara, mas pode evoluir para a síndrome cardiopulmonar por hantavírus, quadro que combina febre, dores no corpo, queda de pressão, falta de ar e insuficiência respiratória, exigindo atendimento médico rápido. São orientadas medidas de prevenção ligadas ao controle de roedores, limpeza segura de ambientes e atenção especial em áreas rurais, silvestres, galpões, depósitos, trilhas, casas fechadas e locais com acúmulo de lixo ou alimento exposto.       

       Para o Grupo Med+, a principal mensagem ao público brasileiro é que o episódio não deve gerar pânico, mas precisa reforçar uma cultura de prevenção em viagens, condomínios, empresas, aeroportos, rodovias, fazendas, áreas industriais e destinos de ecoturismo. Em cruzeiros e roteiros internacionais, o cuidado mais importante não está necessariamente dentro da embarcação, mas nas atividades em terra, como trilhas, visitas a áreas de mata, observação de animais, passeios em galpões antigos, cavernas, celeiros ou construções abandonadas. O passageiro não deve tocar em fezes, urina, ninhos ou animais mortos, nem varrer locais suspeitos a seco, porque isso pode levantar partículas contaminadas no ar. “O hantavírus não costuma circular de forma agressiva nas cidades. O risco maior está em áreas rurais, galpões e depósitos com presença de roedores. A transmissão não depende de mordida, mas da inalação de partículas de fezes, urina ou saliva desses animais, que secam e ficam dispersas no ar. Como não há vacina nem medicamento específico, a prevenção é o principal cuidado”, explica o Dr. Maurício Arbach, médico especialista do Grupo Med+.

       Em aeroportos, o risco para passageiros comuns é baixo, mas a atenção deve ser maior em áreas de carga, manutenção, armazenamento, descarte de resíduos e alimentação, onde a presença de roedores pode se tornar um problema sanitário se não houver controle adequado. Para a população em geral, as medidas continuam simples e eficazes: higienizar as mãos, evitar contato com lixo e resíduos, não consumir alimentos expostos, manter mochilas e malas fechadas em áreas externas, observar sinais de infestação e comunicar imediatamente a administração do local. Empresas, operadores de turismo, aeroportos, portos, rodovias e indústrias também precisam olhar para o tema como parte da gestão de risco em saúde, com protocolos de limpeza, controle de pragas, treinamento de equipes e orientação clara ao público. “A experiência do Grupo Med+ em ambientes críticos mostra que prevenção não é apenas resposta médica, é planejamento. Em locais de grande circulação, a diferença está em mapear riscos, treinar equipes, criar fluxos de atendimento e orientar o público antes que um caso suspeito se transforme em emergência operacional”, afirma Victor Reis, CEO do Grupo Med+.

       A orientação central é observar sintomas depois de viagens ou exposição a áreas de risco. Febre, dor muscular, dor de cabeça, náuseas, vômitos, dor abdominal, tosse seca e falta de ar merecem atenção, principalmente quando aparecem após contato com áreas rurais, silvestres, depósitos, casas fechadas ou locais com sinais de roedores. A recomendação é procurar atendimento médico rapidamente e relatar com precisão o histórico de viagem, hospedagem, trilhas, passeios e ambientes visitados. Para o Brasil, o episódio serve como alerta prático: a hantavirose não representa risco generalizado para viajantes, mas expõe a importância de protocolos de vigilância, limpeza e resposta rápida em um país com grande circulação turística, intensa atividade rural e expansão de viagens de natureza. A prevenção começa antes do atendimento hospitalar, na forma como ambientes são limpos, alimentos são armazenados, resíduos são descartados e sinais de infestação são tratados.

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Sobre o Grupo Med+

https://medmais.com/ 

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       É a maior empresa de emergências aeroportuárias da América Latina, com R$ 2 bilhões em contratos e presente em 54 aeroportos e 14 rodovias do Brasil. Possui aproximadamente 8 mil colaboradores em todo o Brasil que atendem mais de 56 milhões de pessoas, entre brasileiros e estrangeiros, que trabalham ou transitam nos seguintes segmentos: aeroportos, estradas e grandes empresas.

       Em 2024, a companhia apresentou um crescimento de 150% em relação ao ano anterior, consolidando-se como a empresa Benchmark do segmento. Atualmente, a companhia está entre as 2 melhores empresas para se trabalhar na área da saúde, de acordo com o Great Place to Work (GPTW) no Brasil. Agora, o Grupo Med+ entrou no mercado de educação e atua junto a 5,3 mil escolas e 3,5 milhões de alunos do Estado de São Paulo, com a psicologia voltada à prevenção de bullying nas salas de aula.

       O Grupo Med possui dentro da sua cultura o capitalismo consciente, que, na prática, usa a força das empresas, para servir ao desenvolvimento da humanidade, com o propósito de construir um mundo mais justo e pessoas em local de trabalho mais felizes, porém, sem perder de vista o lucro para os acionistas. Além disso, o Grupo Med acredita que as mulheres são grandes gestoras de pessoas. Atualmente, 56% dos cargos de liderança da companhia são ocupados por mulheres.

 

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