
Na mesa de milhares de brasileiros, o cafezinho já faz parte do cotidiano e da cultura. Mas, para além de ser um companheiro inseparável, essa bebida popular é fruto de um complexo universo de estudos e ciência, que ganha vida em espaços como o Laboratório de Degustação e Classificação de Café da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb). Na instituição, a ciência une bancada ao campo para fortalecer o desenvolvimento da cafeicultura regional, atuando em toda a cadeia produtiva.
A pesquisa científica nasce no laboratório e se destaca pelo estudo de bioinsumos aplicados à cultura do café. O foco principal dessas investigações está na etapa de desenvolvimento inicial das mudas, buscando soluções biotecnológicas que garantam plantas mais resistentes e produtivas desde o viveiro.
ASSISTA: Conheça o Laboratório de Degustação e Classificação de Café
Além dos insumos, o espaço busca compreender a fisiologia do grão, identificando padrões críticos como o controle de umidade. Estudos apontam que índices acima de 12% aumentam drasticamente os riscos de mofo e fermentações indesejadas. Esse conhecimento evita a rejeição de lotes no mercado e garante a competitividade do setor.
Mas esse saber não fica limitado aos muros da Universidade. A aplicação prática dessas descobertas chega ao produtor rural por meio dos projetos de extensão. O conhecimento gerado sobre a biologia e a química do café é traduzido para identificar pontos de melhoria nas áreas de cultivo.
É por meio da extensão que o Laboratório auxilia os agricultores a aprender sobre a classificação rigorosa do grão antes de seu ingresso no mercado, um fator importante para a precificação correta. Assim, o produtor consegue elevar o padrão do produto final, aumentando a rentabilidade de famílias cafeicultoras.
Essas descobertas são compartilhadas com a sociedade pelos projetos “Café: do grão à exportação” e “Café do saber: da lavoura ao sabor da xícara”. Nesses espaços, a ciência sai do laboratório em formato de minicursos de classificação, degustação e padrões de torra. Em 2025, essa ponte entre a pesquisa e a prática alcançou mais de 300 pessoas, incluindo técnicos, grandes produtores e pequenos empreendedores.
O ambiente também é um espaço de aprofundamento de conhecimentos para alunos de graduação e pós-graduação em Agronomia. Atuando como bolsistas e voluntários, eles são os protagonistas desse ciclo de aprendizado contínuo, participando desde os experimentos controlados com biotecnologia em campo até a organização logística de dias de campo e palestras.
Em meio a tantas atividades, o Laboratório de Degustação e Classificação de Café da Uesb garante que o conhecimento produzido no seu dia a dia seja perpetuado por profissionais qualificados, promovendo o fortalecimento econômico e a valorização do grão regional em cada etapa da sua jornada.
Fonte: Ascom/Uesb
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