
O Parque Estadual de Itaúnas (PEI), no norte do Espírito Santo, atua na proteção da fauna silvestre por meio de ações constantes de resgate, acolhimento, reabilitação e soltura de animais. Entre os anos de 2025 e 2026, o parque já contabiliza mais de 45 atendimentos, refletindo a proximidade entre a comunidade local e os animais da região.
Em 2025, foram registrados cerca de 25 animais, já em 2026, o parque contabiliza, até o momento, 22 animais recebidos ou resgatados. As ocorrências atendidas pela equipe do parque se dividem em três principais situações. A mais comum envolve chamados da própria população, que encontra animais silvestres dentro ou próximo de residências ou comércios.
“É muito comum recebermos chamados de moradores e comerciantes informando sobre a presença de animais silvestres em suas casas ou estabelecimentos. Isso acontece porque Itaúnas está inserida em um ambiente extremamente rico em biodiversidade. Realizamos o resgate e devolvemos o animal ao seu habitat natural, sempre priorizando o bem-estar da fauna e a segurança das pessoas”, explica Raphaela Martins de Carvalho, servidora do Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema).
Outra frente importante é a entrega de animais, que ocorre quando a população leva até o parque indivíduos encontrados feridos, atropelados ou filhotes desamparados. Também há atuações em conjunto com a Gerência de Fauna do Iema, em casos de entregas voluntárias de animais silvestres mantidos em cativeiro. Recentemente, por exemplo, a equipe do parque auxiliou na busca de um papagaio mantido em cativeiro no município de Conceição da Barra.
A terceira situação envolve animais provenientes de ações de fiscalização, quando equipes do Iema realizam apreensões de fauna silvestre mantida ilegalmente em cativeiro. Nesses casos, os animais são encaminhados ao parque, que realiza os primeiros cuidados e define o destino adequado.
Os animais resgatados em boas condições de saúde, especialmente aqueles encontrados na própria Vila de Itaúnas, são devolvidos diretamente à natureza em áreas seguras dentro do parque. Já os indivíduos feridos são encaminhados para reabilitação em centros especializados, como o Centro de Reintrodução de Animais Selvagens - CEREIAS.
Entre as espécies atendidas estão aves, mamíferos e répteis típicos da fauna brasileira, como gambás, tamanduás, serpentes como jararacas e jiboias, além de aves como periquitos e pica-paus.
Texto: Victor Mattedi
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