
O jornalista Fábio Costa Pinto, com mais de 30 anos de atuação na área de comunicação e integrante do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), afirma ser alvo de uma perseguição contínua há mais de quatro anos na Bahia. O caso, já encaminhado ao Ministério Público do Estado, envolve relatos de monitoramento recorrente, pressão psicológica e a existência de denúncias que o profissional classifica como infundadas e de origem obscura.
Segundo o jornalista, os episódios ocorrem de forma sistemática em diferentes ambientes do cotidiano. Em instituições bancárias, farmácias e supermercados, ele relata comportamentos que interpreta como vigilância direcionada, incluindo atenção incomum a seus dados pessoais e documentos. Situações semelhantes também teriam sido registradas durante o uso de transportes por aplicativos (Aplicativo 99), com indícios de acompanhamento de seus deslocamentos.
De acordo com o relato, o padrão das ocorrências — repetido ao longo dos anos — reforça a percepção de que não se trataria de ocorrências isoladas. O jornalista também afirma suspeitar de monitoramento telemático, especialmente por meio de dispositivos móveis (celular), além da possível atuação indireta de terceiros, cuja identidade e motivação permanecem desconhecidas.
Um dos pontos centrais do caso envolve a existência de denúncias que, segundo ele, não possuem fundamento comprovado e estariam sendo utilizadas para alimentar um ambiente de constrangimento e desgaste contínuo. A ausência de clareza sobre a origem dessas acusações é apontada como um dos aspectos mais preocupantes da situação.
O impacto, segundo o jornalista, é significativo. Ele relata agravamento de problemas de saúde, especialmente relacionados à ansiedade, além de prejuízos diretos à sua vida familiar, marcada por insegurança e abalo emocional prolongado. Sem apontar responsáveis diretamente, o profissional levanta hipóteses sobre possíveis motivações, incluindo eventual retaliação ligada à sua atuação jornalística em temas sociais sensíveis. Também não descarta outras possibilidades, como a atuação coordenada de indivíduos ou grupos, inclusive com eventual participação indevida de agentes públicos ou privados — hipóteses que estão sendo investigadas pelo MP da Bahia, ainda não comprovadas.
O caso foi formalmente apresentado ao Ministério Público do Estado da Bahia, com solicitação de apuração sobre a origem da perseguição, das denúncias consideradas infundadas e sobre possíveis violações de direitos fundamentais, como privacidade, honra, obtenção de documentos ilegalmente e da sua liberdade individual.
Até o momento, não há conclusão oficial.
Especialistas destacam que situações dessa natureza exigem investigação técnica rigorosa, com base em elementos objetivos, como registros documentais, dados e testemunhos, capazes de confirmar ou afastar a existência de práticas ilícitas, como perseguição, vigilância ilegal ou abuso de autoridade.
Enquanto a apuração segue em curso, o caso levanta preocupações sobre o uso indevido de mecanismos de denúncia e sobre os limites entre investigação legítima e possíveis práticas de constrangimento, especialmente quando não há transparência quanto à origem das acusações falsas.
“Não sabemos quem é e por que estão fazendo isso. Corro risco de vida e incriminação indevida. Acredito na força e seriedade do Ministério Público e das instituições de Direitos Humanos e proteção aos jornalistas e comunicadores”. Desabafa o jornalista.
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