

A ação teve como objetivo incentivar a autonomia dos acolhidos a partir de vivências em situações cotidianas
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Semdes) promoveu, neste sábado (21), uma atividade socioeducativa voltada para crianças e adolescentes acolhidos nas unidades municipais de acolhimento e no Serviço de Acolhimento Familiar Família Acolhedora. Intitulada “Dignidade que se veste, cuidado que transforma”, a iniciativa foi realizada no Centro Integrado de Direitos da Criança e do Adolescente (Cidca) e reuniu mais de 40 participantes.
O espaço foi organizado como uma loja, com peças de vestuário dispostas para escolha, balcão de vendas e caixa registradora, com condução dos trabalhadores da Proteção Social Especial (PSE), que atuaram como atendentes, auxiliando nas decisões e no uso do recurso disponível. Cada participante recebeu um valor simbólico para realizar suas compras, sendo orientado a observar critérios como numeração, preferências pessoais e quantidade de itens.
Segundo a coordenadora de Proteção Social Especial de Média e Alta Complexidade (PSE), Tainá Alves, a ação teve como objetivo incentivar a autonomia e a vivência de noções de educação financeira entre crianças e adolescentes. “Promover dignidade é também criar oportunidades para que cada um deles possa decidir, participar e se reconhecer em suas próprias escolhas. Mais do que o acesso às peças, a iniciativa proporcionou um momento de escuta e valorização individual. Cada escolha feita ali fortaleceu a autonomia, estimulou o protagonismo e abriu espaço para trabalhar, na prática, noções de educação financeira”, pontuou a coordenadora.
Além da escolha das roupas, a programação incluiu cuidados pessoais, como serviços de cabelo e manicure, oferta de lanches com carrinhos de pipoca e algodão doce, e um momento de desfile, no qual os participantes que desejaram puderam apresentar as escolhas realizadas. Também foi promovida uma visita guiada aos serviços ofertados no Cidca, ampliando o conhecimento das crianças e dos adolescentes sobre os espaços de atendimento e garantia de direitos.
A adolescente T. P. N., de 15 anos, descreveu a sensação de poder escolher as roupas de acordo com seu estilo e personalidade. “Eu senti muita alegria, muito amor e carinho. A gente normalmente recebe roupas de doação e precisa pegar emprestado, mas eu não gosto e me sinto mal com isso. Hoje, eu comprei o que queria, foi bom poder escolher conforme meu estilo. Eu nunca fui a uma loja assim só para comprar alguma coisa”, contou a adolescente.
Já M. V. S., de 11 anos, destacou a experiência vivenciada ao longo da atividade. “Eu gostei de comprar, porque eu nunca comprei nada na minha vida. Agora eu recebi o dinheiro e pude escolher as roupas da forma que eu queria. Foi uma experiência boa. Eu escolhi uma regata, uma calça jeans e mais algumas coisas e ainda sobrou dinheiro”, relatou.
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