
A Prefeitura de Lauro de Freitas avança nas políticas públicas de saúde sexual e reprodutiva com o início, neste mês de março, da oferta do implante subdérmico de etonogestrel, conhecido como Implanon, na rede pública municipal. A iniciativa é realizada por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SESA) e amplia o acesso a métodos contraceptivos modernos, reforçando o cuidado com o planejamento familiar da população.
Na rede municipal de saúde, o acesso ao implante ocorre por meio de consulta nas Unidades de Saúde da Família (USFs) de referência, onde é realizada uma triagem clínica e de enfermagem. O método é indicado para pessoas entre 14 e 49 anos que não apresentem contraindicações, como trombose ativa ou embolia, doenças hepáticas graves ou tumores no fígado, câncer de mama ou câncer dependente de progestagênio, sangramento vaginal de causa desconhecida, gravidez confirmada ou suspeita, ou alergia ao etonogestrel.
Nesta quarta-feira (11/3), Maria Gabrielle Rebouças, de 18 anos, realizou a triagem na USF Caji/Vida Nova com foco no planejamento familiar. “Tenho uma filha de oito meses e, por enquanto, não pretendo ter outros filhos. Conversei com a médica da unidade e ela me apresentou essa opção, que garante proteção por três anos”, explicou.
Considerado um dos métodos contraceptivos mais eficazes disponíveis atualmente, o Implanon apresenta mais de 99% de eficácia na prevenção da gravidez não planejada. A iniciativa representa um avanço para o município e contribui para assegurar a autonomia reprodutiva de mulheres e homens transgênero, permitindo que cada pessoa escolha o momento mais adequado para engravidar.
A secretaria também tem intensificado a busca ativa por públicos prioritários, como adolescentes, mulheres em situação de rua, moradoras de áreas de maior vulnerabilidade social e mulheres no período pós-parto. Esse trabalho é realizado com o apoio dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), das equipes dos Consultórios de Rua e de ações desenvolvidas diretamente nas unidades de saúde.
Além de prevenir a gravidez não planejada, a ampliação do acesso a métodos contraceptivos contribui para a redução da mortalidade materna e está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).
O Implanon é inserido sob a pele do braço e atua no organismo por até três anos, sem necessidade de intervenções durante esse período. Após esse tempo, o dispositivo deve ser retirado e, caso haja interesse, um novo implante pode ser colocado imediatamente pelo próprio Sistema Único de Saúde (SUS).






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