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Internacional Líbano

Médicos Sem Fronteiras: ataques ao Líbano causam êxodo em massa da população civil.

Organização remaneja atividades para atender pessoas que tiveram de deixar suas casas às pressas e buscam abrigo.

02/03/2026 às 18h28
Por: Fábio Costa Pinto Fonte: MSF / imprensa@rio.msf.org
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Foto: ©Frederic Seguin/MSF
Foto: ©Frederic Seguin/MSF

Desde as primeiras horas da manhã desta terça-feira, 2 de março, centenas de milhares de pessoas estão fugindo de suas casas em várias cidades do Líbano em função de bombardeios contínuos realizados por Israel em diversas regiões do país.

As equipes de Médicos Sem Fronteiras (MSF) estão testemunhando uma grande onda de deslocamentos. Em meio a enormes congestionamentos, pessoas fogem com muitos poucos pertences, procurando desesperadamente lugares seguros onde possam se alojar.

“Eu acordei às 3 da manhã com ruídos aterrorizantes aos quais ninguém deveria estar acostumado”, disse Maryam Srour, funcionária de MSF no Líbano que teve de deixar sua casa em um subúrbio da capital, Beirute, durante a madrugada. “Foi quase idêntico ao que aconteceu há um ano e três meses: as pessoas fugindo sob ameaça de disparos. Houve muitas explosões, fogo, pessoas gritando”, relatou.

O Líbano já vinha sendo bombardeado por Israel nos últimos 15 meses, apesar de um acordo de cessar-fogo alcançado em novembro de 2024, mas esta escalada de ataques marca o período mais intenso desde então. A situação coloca grande pressão sobre a população civil, que já tem enfrentado sucessivas ondas de insegurança e deslocamentos forçados.

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Nossas equipes estão mobilizadas para adaptar suas atividades e buscar atender da melhor maneira possível às necessidades dos recém-deslocados, ao mesmo tempo em que mantêm o trabalho dos projetos regulares no país. Estamos em contato com as autoridades competentes para prover apoio adicional onde seja necessário.

Atualmente, MSF opera clínicas em Beirute e na província de Baalbek-Hermel, no nordeste do país. Também apoiamos clínicas do Ministério da Saúde em Trípoli e operamos clínicas móveis em Akkar. Além disso, estamos presentes com clínicas móveis na região sul do país desde a escalada do conflito, em 2024.

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