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Funarte 50 anos: Manaus sedia ato que projeta o futuro das artes

Ato público reuniu grupos históricos do país, lançou obras sobre preservação da cena e levou ao palco do Teatro Amazonas o premiado espetáculo Seba...

01/03/2026 às 17h56
Por: Redação Fonte: Agência Amazonas
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Foto: Reprodução/Agência Amazonas
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Ato público reuniu grupos históricos do país, lançou obras sobre preservação da cena e levou ao palco do Teatro Amazonas o premiado espetáculo Sebastião

Manaus foi palco do segundo ato nacional de celebração pelos 50 anos da Fundação Nacional de Artes (Funarte), no sábado (28/02). A programação, realizada no Centro Cultural Palácio da Justiça e no Teatro Amazonas, reuniu artistas, gestores e coletivos teatrais de diferentes regiões do país para refletir sobre memória, continuidade e futuro das políticas públicas para as artes no Brasil.

Foto: Reprodução/Agência Amazonas
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FOTOS: Gabi Vitim/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa

A ação, que conta com o apoio do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, integrou o marco comemorativo do cinquentenário da instituição, vinculada ao Ministério da Cultura, e reafirmou o papel da Funarte como articuladora de redes, fomentadora de iniciativas e guardiã das múltiplas expressões artísticas brasileiras.

“Seguiremos neste marco celebrativo de 50 anos ao lado de artistas, gestores e instituições, afirmando as artes como um ativo de direitos, liberdades e emancipação. A Funarte retomada é parte da construção do Brasil das Artes, com a missão de ampliar o acesso e fortalecer a participação social”, destacou a presidenta da Funarte, Maria Marighella.

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A programação da tarde teve como eixo central a preservação da memória dos grupos teatrais brasileiros, apontada como prioridade no Encontro Nacional de Políticas para o Teatro realizado em 2025.

Durante a abertura, o gestor cultural Márcio Braz apresentou um dos próximos passos institucionais: o mapeamento nacional de grupos de teatro de ação continuada, que será realizado por meio da plataforma Rede das Artes.

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“Vamos iniciar uma convocatória nacional para que coletivos compartilhem seus dados. Sabemos que somos muitos, movimentamos a economia, empregamos pessoas e estamos em todo o Brasil, mas isso precisa se tornar visível. A política pública precisa desses números para se sustentar”, explicou o gestor.

Foto: Reprodução/Agência Amazonas
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FOTOS: Gabi Vitim/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa

Na sequência, a roda de conversa “Grupos, Memória e Acervos do Teatro Brasileiro” reuniu representantes de coletivos históricos como: Grupo Galpão (MG); Bando de Teatro Olodum (BA); Cia Vitória Régia (AM); Grupo Imbuaça (SE); Tá na Rua (RJ); Teatro Experimental de Alta Floresta (MT); Ói Nóis Aqui Traveiz (RS).

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A atriz Rosa Malagueta destacou a importância simbólica da realização do evento na região Norte. “Fazer parte dessa história com tantos artistas reunidos é muito bacana. Saber que a Funarte veio celebrar esses 50 anos na Amazônia, em Manaus, é muito prazeroso. Que venham mais 50 anos e que a gente continue fazendo cultura no Amazonas e no Brasil”, afirmou.

Lançamentos

Encerrando a programação no Palácio da Justiça, foi lançado o livro “Por um Museu de Memórias da Cena”, resultado da pesquisa da “Ói Nóis Aqui Traveiz” sobre acervos de grupos longevos do teatro brasileiro.

O autor Clóvis Dias Massa destacou o caráter provocativo da obra. “O teatro é efêmero, mas algumas materialidades ficam: figurinos, cenários e objetos. O livro propõe pensar como lidar com isso como acervo, como memória. É uma reflexão sobre como preservar a experiência teatral diante de um tempo que valoriza apenas o que é produto”, explicou.

Na ocasião, também foi lançada a edição nº 22 da revista Cavalo Louco, ampliando o debate sobre documentação e permanência das artes da cena.

No palco do Teatro Amazonas

À noite, a celebração seguiu no Teatro Amazonas com a apresentação do premiado espetáculo Sebastião, do Ateliê 23. Dirigida por Taciano Soares e Eric Lima, a montagem mergulha nas memórias do Bar Patrícia, primeiro reduto gay de Manaus na década de 1970, combinando relatos pessoais, números musicais e vivências LGBTQIAPN+, reafirmando o teatro como espaço de resistência e testemunho histórico.

Foto: Reprodução/Agência Amazonas
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FOTOS: Gabi Vitim/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa

Um passado que aponta para o futuro, Funarte

Instituída em 1975, a Funarte chega ao seu cinquentenário reafirmando a necessidade de políticas públicas estruturantes para as artes, entendidas como direito coletivo.

Ao reunir memória, escuta e produção artística em um mesmo ato, a celebração em Manaus não apenas revisitou trajetórias, mas projetou caminhos para a continuidade do teatro de grupo e para a consolidação de uma política cultural mais ampla, descentralizada e participativa no país.

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